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Lusitanos: “Povo que nem se governa, nem se deixa governar”

Uma frase batida? “Há, nos confins da Ibéria, um povo que nem se governa nem se deixa governar”. Trata-se duma frase atribuída por alguns ao Imperador Romano Júlio César, a respeito das então Tribos Lusitanas do extremo ocidente da Europa ou Povo Lusitano. Mas outros historiadores contestam, afirmando que a autoria da frase é do General Romano Servius Sulpicius Galba, numa alegada carta endereçada ao então Imperador. E de facto, o General Galba foi um dos primeiros governadores romanos na Península Ibérica, natural de Terracina (24/12/3 a.C.-15/1/69, Roma), hoje uma comuna Italiana da região do Lácio, Província de Latina. Mas Galba – conhecido pelas suas orgias e “paixão por varões maduros” (segundo o cronista Caio Suetónio Tranquilo) – foi igualmente o 1º dos 4 imperadores do ano de 69, conhecido como “ano dos 4 imperadores”. Galba dizia que os Lusitanos eram uma tribo guerreira que morava no ocidente da Ibéria e que face às legiões romanas tinha uma grande resistência. Resistência que, como foi transmitido ao longo dos séculos, só foi vencida por meio do aliciamento à traição e assassínio dos seus líderes. O geógrafo, historiador e filósofo grego Estrabão (Amaseia, Ponto “63 a.C.-24”), igualmente relatou que “os Lusitanos eram individualistas com grande falta de coesão política”. Segundo o relato também de Vítor Duque Cunha (sinalAberto), o Povo Lusitano era provavelmente “a maior das tribos ibéricas miscigenada com celtas”. Estrabão escreveu sobre um Povo guerreiro e rude, com hábitos sóbrios e frugais, bebendo água, cerveja de cevada e leite de cabra, para lá de comerem pão feito de bolotas de carvalho, alguma carne de cabra e peixe. Vinho só nas festas! Com tanta austeridade, por paradoxo, as mulheres gostavam de se ornamentar com muitas jóias… Eis o Portugal do presente: como alertámos há anos, está cada vez mais um narco-Estado com sucessiva quebra de recordes nas apreensões pelas autoridades às toneladas, quer de cocaína, quer de haxixe. Pena que deixou de se convidar jornalistas para ver SEMPRE a droga a ser queimada na sua totalidade e todas as semanas, como deveria ser. Só 1kg de cocaína pura pode valer €170 mil ou mais. Ao mesmo tempo quer se vender a Companhia-de-Bandeira TAP na totalidade, mesmo que isso prejudique Portugal. E ainda mais estranho querer o Governo vender a Refinaria de Combustíveis de Sines à Moeve (ex-Cepsa), a qual é detida maioritariamente pela Mubadala Investment Company, fundo soberano de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, com cerca de 61,36%, e pelo The Carlyle Group, fundo de investimento dos EUA, com cerca de 38,4%.. Abu Dhabi e Dubai, passamos a citar: funcionam como grandes portas giratórias para fluxos financeiros internacionais, atraindo capitais sob suspeita de evasão fiscal, tráfico de droga e corrupção internacional, v.g. Jeremie Baruch, Le Monde: https://www.youtube.com/shorts/fmM8wz2oylY . Também não é aceitável que um ministro em exercício beneficie duma legislação que pode permitir uma mais curta prescrição duma investigação contra si próprio. Se isto for verdade?! https://observador.pt/2026/10/14/livre-pede-audicao-urgente-de-miguel-pinto-luz-por-suspeita-de-conflito-de-interesses-em-lei-de-reabilitacao-urbana/ . Como é possível que os combustíveis e/ou a electricidade sejam muito mais caros que em Espanha? Como é possível que os vários processos da Autoridade da Concorrência de milhões de € que prejudicaram os contribuintes e cidadãos consumidores estejam todos a prescrever? Como é possível que a Justiça Administrativa e Fiscal seja das mais lentas da Europa? Como é possível que uma das famílias mais poderosas do México e com ligações aos Cartéis Mundiais da Droga esteja a viver em Portugal e impeça os Cidadãos de frequentar o areal mais extenso da Europa, entre Tróia e Sines? Como é possível que o crime organizado do Sinaloa e Jalisco Nova Geração, México, Clan del Golfo, ELN, FARC, Colômbia, PCC e CV do Brasil, Tren de Aragua da Venezuela, Barrio 18 e MS-13 dos EUA, El-Salvador, Honduras, Guatemala, Marrocos, Balcãs, etc., estejam a operar com todo o à-vontade em Portugal?! E com departamentos de extorsão e assaltos à mão-armada também?! Quem é que os deixou entrar?! E quando começarem a entrar nos partidos e no poder político, se já não estão? Fogem de Donald Trump para a Europa?!

Gonçalo S. de Mello Bandeira

Gonçalo S. de Mello Bandeira

16 outubro 2026