Paz às Almas de todas as vítimas do coronavírus19. Não tem sentido deixar aberto o ensino! Comecei estas notas com um título aproximado do escritor universal, o argentino Jorge Luis Borges, 1899/86. Jurista e depois professor e investigador foi também poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta do drama e do fantástico. A sua cegueira progressiva – que há pouco tempo levou há morte também o leal colega Raul Guichard, professor da Católica e do I.P.Porto – ajudou Borges a inventar símbolos literários por meio da imaginação, pois “os poetas como os cegos, podem ver no escuro”. Não por acaso nos seus poemas entra em diálogo também filosófico com Virgílio – o tal que dizia que o ser humano perde a sua humanidade se perder a misericórdia pelo próximo ainda que depois de o derrotar… -, o grande Filósofo Espinoza de origem judaica e lusa que “conversava em crítica com Deus” ou o maior símbolo de Portugal, que acabou faminto, destituído de abrigo, pedindo esmola no chão perto de Uma igreja… Luíz Vaz de Camões, Alma minha gentil, que te partiste! Dizem que Borges nunca ganhou o Prémio Nobel da Literatura devido às suas ideias conservadoras e estéticas. Como se a Estética, na arte existencial, tivesse partido político, tolos! Como só existisse uma forma de pensar. Uma palavra também para Carlos do Carmo, representante do Fado poético Português. Sem dúvida, uma das vozes da Europa do Sul. Que, apesar de tudo, não parte, nem deixa Portugal sem liberdade e alegria. “Um Homem na Cidade”, por si cantado, atinge a obra-prima do património imaterial da Humanidade. “Que por amar a liberdade” (Ary dos Santos), faz-me lembrar a Lisboa perdida de que me falava o Sr. m/Pai Luís ou, aqui e ali também, a mais alegre “Lisboa, menina e moça” (Ary dos Santos, F. Tordo, Paulo de Carvalho) do m/irmão André, que de trabalhar nunca se cansa. Ao mesmo tempo que os cães continuam à solta, guardando os castelos das suas, e das tuas, corrupções concursais. Pobres diabos. Não esquecemos também o grande Escultor Português João Cutileiro, colega de curso mais novo do Sr. m/Pai, o também Escultor, Pintor, Encenador e Prof. Luís de Melo Bandeira. Cutileiro, que não apenas por causa do seu D. Sebastião, tem lugar merecido na História da Arte Portuguesa. M/Pai me contava que nas Belas Artes de Lisboa, o João “era um puto reguila com sentido de humor”. Como dizia Paulo F. num dos saudosos almoços de Natal do Diário do Minho, “é cobardia a Região de Braga não fazer a devida homenagem ao Escultor Melo Bandeira”. Da minha parte, fica desde já aqui declarado, que estou ao dispor para ajudar a juntar quadros, esculturas e outras obras, para fazer um espaço num museu. Doarei aquilo que por direito me pertence. E é certo: como sempre, mais tarde ou mais cedo, o turismo cultural que iria visitar essas obras, daria lucro a Braga. Não, não, o turismo dos centros comerciais ou do museu do futebol não é universal e esgotativo da condição humana! Anima sana in corpere sano. Não nos poderemos também esquecer da invasão do Capitólio nos EUA, perante a qual a maioria das pessoas e comunicação mundial logo acusaram os autores de “terroristas”. P.e. o Campeão Olímpico da Natação e Medalha de Ouro de Pequim, o norte-americano Klete Feller. Fervoroso adepto do Presidente Trump, chegou a ser sem-abrigo depois duma forte depressão. Na maioria dos casos não vi uma palavra de Condolências (!) pelo abate a tiro duma manifestante desarmada pró-Trump. A filmagem correu as redes sociais. Afinal, verificaram-se 5 vítimas, uma das quais um Polícia. Cerca de 99% não estavam armados. Nas manifestações anteriores contra a Polícia e Trump foram mortas centenas de pessoas inocentes, incluindo polícias. A mesma média não lhes chamou “terroristas”. Entretanto, Trump foi banido das redes sociais não se podendo exprimir e logo, e muito bem, líderes de todo o mundo como Ângela Merkel vieram criticar essa decisão anti-democrática da autoria dos capitalistas monopolistas das redes sociais da internet.e…
Autor: Gonçalo S. de Mello Bandeira