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Arcebispo pede aos novos diáconos serviço dedicado e criativo em prol do bem

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Fotografia DM

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 26 de abril de 2026, às 20:49

D. José Cordeiro presidiu a ordenação na Sé Primaz

A Arquidiocese de Braga rejubilou hoje com a ordenação de cinco novos diáconos - quatro diocesanos e um de uma congregação missionária -, numa celebração na Sé Primaz presidida pelo Arcebispo Metropolita, D. José Cordeiro, integrada na comemoração do Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Diante de uma assembleia numerosa que encheu a catedral, José Augusto, José Miguel, Pedro Martins, Pedro Zão e Kevin Pizarras, da Sociedade do Verbo Divino, assumiram o compromisso de serviço à Igreja, inspirados na passagem evangélica “Eu estou no meio de vós como Aquele que serve” (Lc 22,27).

Na homilia, o Arcebispo destacou a figura de Cristo como «Pastor e Porta das ovelhas», sublinhando que «é por Ele que nós podemos chegar a Deus Pai», e incentivou os novos diáconos a assumirem um papel de mediação e serviço nesta missão, sem barreiras nem muros.

«Enquanto diáconos podereis ser porteiros, facilitadores e promotores da relação de Cristo com as suas ovelhas e os seus cordeiros», afirmou.

Dirigindo-se diretamente aos ordenandos, D. José Cordeiro apelou a um exercício do ministério «com zelo e dedicação», numa colaboração próxima com os bispos e presbíteros, e destacou várias dimensões da missão confiada aos novos servidores da Igreja: o serviço ao altar, a proclamação, mediação e testemunho da Palavra de Deus, a celebração dos sacramentos e a atenção aos mais necessitados.

Segundo o prelado, a ordenação diaconal  é um primeiro momento de entrega total a Cristo e não de uma promoção pessoal.

«Esta ordenação marca o início do vosso caminho de despojamento do eu pessoal para que em vós sobressaia Cristo. Como disse João «é necessário que Ele cresça e eu diminua» (Jo 3,30)», referiu.

Inspirados pela passagem evangélica “Eu estou no meio de vós como Aquele que serve”, evocando o gesto do lava-pés, os novos diáconos foram desafiados a viver uma espiritualidade de serviço. 

«A fasquia é alta, mas não é impossível. Deus quer-vos para o realizar o bem e dotar-vos-á dos meios para promoverdes esse bem», afirmou o Arcebispo, alertando que «a Igreja precisa de bons pastores, servidores criativos e unidos no caminho de Páscoa e não de funcionários solitários que se servem do pastoreio».

A ordenação diaconal decorreu no contexto do 63.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, no quarto domingo do tempo pascal, em que Jesus é apresentado como Bom Pastor.

Na sua reflexão, o Arcebispo recordou a mensagem do Papa para este dia D. José Cordeiro que sublinha que «toda a vocação nasce de uma relação pessoal com Cristo» e que esse caminho deve ser alimentado diariamente.

 «O caminho vocacional não é feito sozinho, tal como diz o lema escolhido para esta semana de especial oração pelas vocações: «Eu estou contigo (Is

41,10)». O Senhor, bom e belo pastor, continua a chamar e a acompanhar», afirmou.

D. José terminou a sua reflexão com um apelo aos cristãos no sentido de ajudarem os jovens a «reconhecer a voz do Bom e Belo Pastor, criando, como escreveu o Papa Leão XIV: «ambientes favoráveis para que este dom [da vocação] possa ser acolhido, alimentado, protegido e acompanhado, a fim de dar fruto abundante».

Novas gerações desafiadas 

a discernir a sua vocação 

A ordenação dos cinco novos diáconos na Catedral de Braga contou com uma forte participação das comunidades de origem, de familiares e amigos dos ordenados.

A Arquidiocese de Braga fez-se representar ao mais alto nível, com a presença do Arcebispo, D. José Cordeiro, que presidiu à celebração,  dos dois Bispos auxiliares, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita, e do Arcebispo Emérito, D. Jorge Ortiga.

Marcou ainda presença um grande número de sacerdotes, diáconos e capitulares, além de religiosos  da Sociedade do Verbo Divino, incluindo o Superior Provincial, o padre José Maria Cardoso.

Na homilia, D. José Cordeiro destacou o empenho e dedicação de todos os que acompanharam o percurso vocacional dos novos diáconos, desde as famílias às comunidades paroquiais, passando pelos párocos, formadores no Seminário e na Universidade Católica, e apelou ao discernimento das novas gerações.

«Cada pessoa é uma vocação para o bem comum da Igreja, do mundo, da comunidade, da política, da família, para que este mundo seja mais justo, mais fraterno, mais humano», afirmou.

Entre os novos diáconos, Kevin Pizarras, 37 anos, vem de uma congregação - os Missionários do Verbo Divino. 

Natural das Filipinas, encontra-se em Portugal há vários anos, onde tem desenvolvido trabalho pastoral e formação.

«Estou aqui com muito gosto e pronto para servir onde for preciso», disse ao Diário do Minho momentos antes da ordenação.

Kevin destacou que cresceu e viveu  num ambiente muito católico, não só na família, mas também no colégio e ma comunidade em geral.

Pedro Zão, de 29 anos, natural de Esposende, também foi influenciado pela família, sobretudo pela avó, com quem rezava diariamente.

Pedro Martins, de 24 anos, de Maximinos (Braga) iniciou o seu caminho ainda em crianças, como acólito, enquanto José Neto, 55 anos, natural de Santo Tirso, chega ao diaconado após uma carreira na engenharie a gestão industrial, mantendo smpre uma ligação ativa à Igreja.

 José Miguel, de 27 anos, com raízes em Terras de Bouro, passou pela Béligica durante uma pausa no percurso formativo, onde estudou Teologia