Dos 67 peões observados durante a noite, registaram-se os seguintes comportamentos: olharam apenas para um dos lados e atravessaram (n=23);olharam para os dois lados e atravessaram (n=19); atravessam a passadeira sem olhar (n=10); atravessaram a passadeira a correr (n=9); atravessaram fora da passadeira (n=3); e dois pararam, olharam para ambos os lados e atravessaram (n=2). Além disso, registou-se a entrada repentina e inconsciente de um peão na passadeira em resultado do uso de auscultadores, forçando uma paragem brusca por parte do condutor. Um outro peão, em resultado de corrida efetuada e não descontinuada na via pedonal, forçou a paragem de um automobilista.
De uma forma geral, os condutores apresentaram uma condução segura durante a noite, com a exceção de um condutor que não parou na passadeira no momento em que já lá estava um peão, o que poderia ter culminado num acidente grave.
Os resultados deste estudo observacional permitiram perceber que é bastante frequente os peões atravessarem as passadeiras rodoviárias sem olharem para ambos os lados, de acordo com o que seria o comportamento mais seguro e desejável. A ausência deste comportamento de segurança é mais notória durante a noite. De uma forma geral, os condutores apresentaram uma condução segura.
Atualmente, e mesmo com toda a informação disponibilizada pelas autoridades de Segurança Rodoviária e pelos media (em relação à segurança rodoviária), mais precisamente no que toca ao comportamento nas passadeiras, tanto por parte dos condutores como dos peões, é possível constatar-se que o comportamento dos indivíduos ainda se mantém inadequado. É preciso que definitivamente estes temas sejam introduzidos nas escolas, logo no primeiro ciclo, por exemplo, com atividades práticas, como a realização de estudos semelhantes a este, em que os alunos podem observar o comportamento dos outros, peões e automobilistas (é nas costas dos outros que vemos as nossas), visitas à periferia da escola, assinalando os perigos para a segurança dos peões existentes, entre outras atividades.
O desafio que lançamos é que cada um pense em como pode melhorar o seu comportamento como peão e condutor. Lembrem-se que mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto.

Autor: Catarina Rodrigues, Eduarda Fernandes, Rosiani Marcos e José Precioso