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Braga prepara Noite Branca histórica com ritmos espalhados por toda cidade

Braga prepara Noite Branca histórica com ritmos espalhados por toda cidade
Fotografia DR

Redação

Publicado em 22 de agosto de 2026, às 17:54

De 4 a 6 de setembro Braga vive mais uma edição da Noite Branca

De 4 a 6 de setembro Braga vive mais uma edição da Noite Branca, uma iniciativa que se pretende que seja histórica pela  diversidade sonora prevista e pela programação , que vai muito para lá dos concertos principais. Dos encontros ao pôr do sol no Campo das Hortas aos concertos de orquestras nos palcos principais, do canto coral e do Jazz nos museus aos DJ sets pela madrugada dentro, da ópera no Theatro Circo à música independente no gnration, o evento convida a viver a cidade em múltiplas frequências.

“Em Braga, a noite tem outro ritmo”, é o lema da Noite Branca de 2026 , que aposta no ecletismo e na ocupação contínua do espaço público. Serão três dias, formações eruditas, projetos pedagógicos e comunitários e a cultura da música eletrónica habitam praças, edifícios históricos e jardins, acompanhando residentes e visitantes desde o final da tarde até às primeiras horas da manhã.

A programação arranca na sexta-feira, 4 de setembro, com a descontração do HOPEN SUNSET, by Braga After Dark, numa organização da Associação Empresarial de Braga (AEB) que decorre no Campo das Hortas, embalada pelas seleções do DJ Pete (18h00) e do DJ Mancha (20h00). No Theatro Circo, às 19h00, Nico & The Bluebirds apresenta o seu mais recente álbum de originais, “Thank You”; à mesma hora, no Palco Jazz (Museu D. Diogo de Sousa), Ricardo Coelho 5tet apresenta “Kohelet”, e às 21h30 sobe ao mesmo palco Pedro Molina, com “A Name I Knew”. Às 20h00, o projeto comunitário Braga Cidade de Blues inaugura o Palco Município com um concerto nascido do já consagrado festival bracarense. A vertente erudita e inclusiva ganha palco às 21h30, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, com a Sinfonietta de Braga a apresentar “Re[EDU]Opera - Ópera a Subir em 3 Quadros sem Escadas”, enquanto o gnration abre a sua própria frente de programação, à mesma hora, com Maria Amaro e Calgon. A transição para a madrugada faz-se no Palco Avenida, às 02h30, ao som do DJ Nélson Cunha.

No sábado, 5 de setembro, o pôr do sol volta a celebrar-se no Campo das Hortas com os DJ sets de Emídio Meireles (18h00) e da dupla Joff.&9T2 (20h00). O gnration recebe, às 18h00, o Grupo Coral do Autotune, e o Palco Jazz mantém-se ativo com “Antídoto”, de Miguel Rodrigues e Carlo Giovanni (19h00), e “Kualan”, de Rui Catarino (21h30). À noite, a tradição coral e o património abraçam-se no mítico Palácio dos Biscainhos com o Concerto da Noite Branca, pelo emblemático Orfeão de Braga (21h30). Para quem estende a vivência da noite até ao limite, o Palco Avenida acolhe a DJ Sara Santini, às 02h30.

O domingo, 6 de setembro, abre cedo e percorre todo o arco do dia. Logo às 11h00, o Palco Jazz recebe “Do Outro Lado do Som”, um concerto para famílias. À tarde, o Palco Município entrega-se à grandiosidade orquestral: às 14h30, a Orquestra Filarmónica de Braga apresenta “A World Experience”, abrindo caminho para a Orquestra de Paus e Cordas, às 19h00, num fecho que celebra o talento sinfónico e instrumental. Às 17h00 cruzam-se dois registos: no Theatro Circo sobe à cena a ópera “Papa est Mort – António Feijó, o poeta que morreu de amor”, de Fernando Lapa, ao passo que o Palco Jazz acolhe “Echoes of The Jazz Masters”, pela Jam Jazz Minho. Já ao final da tarde, o gnration encerra a sua programação com “Ensaio Sobre a Surdez”, de Ocenpsiea (18h00).

Em paralelo a este programa, pelas ruas do centro histórico vão circular fanfarras, bandas e cortejos como a Banda às Riscas, os Funky Friends, a Feel the Steel Brass Band, os Espinho a Rufar, a Farra Fanfarra, os Zés Pr’eiras do Centro Novais e Sousa, os Bemóis de S. Caetano e os Cottas Club Jazz Band, que fazem de cada esquina um palco improvisado. A esta vertente juntam-se propostas participativas e inesperadas: a ópera de rua “Ópera à Moda do Porto”, no Mercado Municipal (sábado, 09h30 e 11h00), o flashmob “O Grande Baile”, de Dora Rodrigues, no Theatro Circo ou ainda a “Estação de Experimentação de Autotune”, um workshop aberto à comunidade no gnration.

Open call 
para artistas de rua

Centro Histórico.  O Município de Braga abriu  uma open call dirigida a artistas de rua, como músicos, performers, artistas circenses, bailarinos, atores, mágicos e outros criadores. A sua participação será também relevante para animar todo o centro histórico durante estes três dias.

Do intimismo do património à energia das praças, estas propostas demonstram que a Noite Branca se faz de camadas e contrastes, afirmando Braga como uma cidade vibrante que não dorme e se descobre através da arte. Todos os espetáculos têm entrada gratuita mediante a disponibilidade na lotação.

A entrada em todos os espetáculos é gratuita, sujeita à lotação disponível.