A minha homenagem ao padre José Morais da Costa. Ao Sacerdote e ao Amigo.
Desde há muito que me habituei a admirá-lo. Pela sua simplicidade, pela sua humildade, pela sua disponibilidade, pelo seu desprendimento.
Sabia ser simples sem ser desleixado. Sabia ser prestável sem apresentar a fatura pelos serviços prestados. Sabia ser compreensivo sem ser passa-culpas. Sabia servir sem se servir. Sabia enfrentar contrariedades sem se alterar. Sabia falar e sabia ouvir.
A ele recorri diversas vezes como instrumento do perdão de Deus, e sempre dele recebi os mais sensatos conselhos.
A obediência aos compromissos sacerdotais levou-o a servir a Igreja em diversas situações. Primeiro, como professor e prefeito no Seminário de Santiago; depois em paróquias, sucessivamente, dos arciprestados de Braga, Guimarães e Vizela, Póvoa de Lanhoso e Vila Nova de Famalicão; ultimamente, como capelão das Servas de Jesus da Caridade. Sempre o fez com alegria e dedicação.
Dotado de grande habilidade para trabalhos manuais, tanto consertava a fechadura de uma porta como um aparelho de rádio que tinha deixado de funcionar. Não fugia dos trabalhos mais humildes.
Era um homem de fé que se manifestava em obras. Um homem que não pregava solidariedade mas a praticava. Um homem discreto na prática do bem.
Deixaste, Zé, de estar fisicamente connosco para estares todo com Deus. Obrigado. Até logo.
O Pe. José Morais da Costa faleceu ontem. Nasceu a 27 de Março de 1942, em S. Cosme do Vale, Vila Nova de Famalicão e foi ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1966 na Sé Catedral.
A missa exequial será celebrada amanhã, 3 de Setembro, às 10h30, na Igreja de S. Victor, Braga, assim como às 16h00 em S. Cosme do Vale, Vila Nova de Famalicão.
Autor: Domingos