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A brutalidade da política

Vive o país em ambiente fraudatório. Aquela máxima entre nós, de que “quem tem dinheiro compra a justiça”, tem sido verdade. Os actuais criminosos públicos fazem do povo estúpido e, os pequenos, os que roubam feijões de manhã para comerem à noite é que são lançados às lâminas dos açougueiros.

Devia haver um livro de reclamações, sobre quem nos governa e como governam. A existir, creio bem que tínhamos mais um Ministério, onde dia e noite se faziam averbamentos, justificações e cura de tantas decepções, à incompetência e à demagogia desses mânfias que se servem de Portugal.

O mundo sabe que as verdades provocam dor, aborrecem, desorientam, desnudam. Mas num país em democracia, qualquer cidadão tem o direito de pensar, de opinar sem ofender e muito mais direito/obrigação tem de apontar verdades, desde que evidentes ou provadas.

Na verdade, admiro a sã democracia, mas não faço política porque não sei. Amo a liberdade responsável, as competências e o carácter de quem as pratica. Mas sei que o mundo está saturado de vagabundos e rapaces bem vestidos, transportados em carros de luxo e encontrados nos ambientes de luxo.

É verídico de que há cerca de vinte anos para cá somos um país onde a toxicose da política manda, mata e se marimba para valores, cultura, usos e costumes. Manda no cidadão o fecal transformado em bifes, desde que em causa esteja a ganância do dinheiro e do poder. A política e os políticos destes últimos vinte/trinta anos, com estes aromas de bacalhau demolhado, entendem que o povo não merece o pão e a paz social.

Como é de domínio público, temos do Minho ao Algarve casos de corrupção e de prepotência económica e política. Temos no momento que passa a novela do sobe e desce dos combustíveis, do louco custo de vida existente e dos sorrisos em público de quem governa.

Vejamos esta política da economia: afirmam que o Governo ganha dinheiro com o sobe e desce do preço dos combustíveis. Eles negam. Mas uma política económica se pratica actualmente: pagam-se gordos impostos sobre o dinheiro que se ganha; impostos sobre o dinheiro que qualquer português gasta; pagam-se impostos sobre qualquer coisa que se possui. Logo, impostos pagos com dinheiro que já tinha sido tributado.

Vejamos somente um caso de prepotência e de dinheiro que bailava nos corredores do luxo, do oportunismo: há quem acredite que o ex-primeiro ministro José Sócrates é psicopata. Não se sabe se quem afirma este estado mental do senhor, seja para o defender de todos os perigos ou se é para lhe fazerem o funeral atempadamente, o que já não é o caso.

Bem sabemos que os psicopatas são predadores sociais que podem encantar, manipular e abrem caminho impiedosamente pela vida e pelos direitos dos outros, deixando rastos de evidentes espectativas despedaçadas e de carteiras vazias.

Completamente despidos de limpa consciência, de carácter e de sentimentos pelo seu semelhante, os psicopatas, com um egoísmo feroz e anarca, sugam o que querem e fazem o que querem, violando normas, leis e expectativas sociais sem o menor sentimento de culpa ou arrependimento. Parecem viver abaçanados.

O senhor acima mencionado, a quem o historiador Pacheco Pereira afirmou que “Sócrates fez muito mal a Portugal”, não foi o prisioneiro nº 44 da prisão de Évora, por crimes praticados contra a sociedade e que passados mais de doze anos não continua a ser o “animal feroz” à solta e a ser protagonista nas televisões portuguesas?

O senhor mencionado, não foi alvo de peregrinações organizadas pelos elementos do “socialismo na gaveta” e defensores da social-democracia na Europa? Não é verdade que já vários processos na justiça, conseguiu caducar e não é verdade que acusa os tribunais de “violência judicial” e de “hostilidade? Não é verdade que se bate a uma indemnização pelo mal que lhe estão a fazer e não é verdade que a família socialista deixou as peregrinações, esqueceram-no e já obrigaram o senhor a lamentar-se de que “99% dos portugueses o querem ver novamente na prisão”?

Não é fácil fazer homens novos, provenientes de homens velhos. Não se pode convencer uma mosca a converter-se em abelha. As moscas caminham no cocó, as abelhas caminham nas flores.

Pelo que, há absoluta necessidade de se des-socratizar o país. Há nele, guerrilheiros, teias de aranha, teimosias e mentira. Eles vivem entre o sono e o café, entre restaurantes e entrevistas, entre a cama e a alvorada e, como quaisquer poltrões, fogem às necessidades do país, aos interesses de Portugal.

O povo português merece mais do que o que lhe tem sido proporcionado e repele o que tem tido: praticamente afogados, com a brutalidade da política.



 

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)

Artur Soares

Artur Soares

25 setembro 2026