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Como navegar num mundo de IA: Aprender, experimentar, fazer!

Apesar da pressão e do stress que sentimos hoje serem certamente responsáveis pelo agravamento da nossa qualidade de vida e até pela nossa capacidade de nos mantermos saudáveis por mais tempo, a verdade é que podemos estar a viver o mesmo que outras gerações viveram em grandes momentos da história.

Pense, por exemplo, na era do grande avanço da física e da busca pelo conhecimento científico, pela origem do universo. Foi nesse caldeirão de curiosidade e efervescência intelectual que Einstein e tantos outros cientistas e físicos notáveis emergiram, tornando-se referências que perduram até hoje.

Hoje, multiplicamos essas longínquas realidades por mil e temos um planeta inteiro a comunicar avanços diários como nunca antes aconteceu. Já sabemos que é difícil acompanhar esta evolução sem ter alguma estratégia, porque a avalanche de informação é tremenda.

Por isso, para que não nos sintamos perdidos na selva da informação, deixo algumas notas simples que mal não fazem e que ajudam a navegar neste novo mundo da inteligência artificial.

Selecione duas ou três fontes de informação fiáveis - newsletters, sites, vloggers idóneos devidamente reconhecidas pela sua qualidade e rigor – não pelo número de “likes”! Opte sempre que possível pela informação diretamente da fonte, evitando receber informação já filtrada em segunda mão, após análises de opinião ou de pareceres técnicos que podem deixar pelo caminho algo importante para si.

Crie uma lista com sonhos, ideias e tarefas que gostaria de automatizar ou transformar com a ajuda da IA.

Reserve um espaço diário ou semanal para aprender, seja com formação presencial ou online. Siga cursos de fontes credíveis: profissionais reconhecidos ou os próprios fabricantes das soluções que utiliza.

Reserve outro tempo para experimentar e aplicar o que vai aprendendo, dando vida aos seus sonhos e ideias, começando por algo simples e prosseguindo até soluções mais complexas.

Vai ver que o que parecia um sonho, passadas umas semanas, é apenas mais uma tarefa do dia a dia.

Mas o mais importante - a dica que guardo para o fim e que sublinho até romper o papel é esta: experimente! Respire este ar como o novo oxigénio. Só assim, com persistência, entendemos novos caminhos, descobrimos novas soluções e imaginamos possibilidades que ontem nem sabíamos que existiam.

Tirar partido da IA é como aprender a correr, a tocar um instrumento, a nadar ou a andar de bicicleta. É como qualquer profissão, ofício ou passatempo: requer persistência, contexto crescente, aquisição de conhecimentos. Saber, saber fazer, e até saber estar numa nova realidade.

Implica falar outra linguagem, tocar outros conceitos, ver a realidade com novas soluções que outrora exigiam grande esforço e criar desafios à altura dos dias de hoje. E, sem dar por isso, estaremos a trabalhar de forma diferente, mantendo o nosso traço pessoal por cima de uma nova realidade.

Hoje, fazer documentos, apresentações, defender uma ideia ou trabalhar um problema já não é o mesmo de há uns meses. Mas, ao mesmo tempo, também o é! Continua a ser preciso saber como se faz, com ou sem IA. Saber agarrar no volante quando o piloto automático falha. Conhecer o mundo em que vivemos, saber quem somos e o que fazemos longe dos ecrãs e dos automatismos.

Uma das novas alucinações é nossa! Quando tentamos resolver tudo com chats de IA, quando afinal a solução está disponível diretamente numa página de um manual, num qualquer site na internet, ao virar da esquina ou à distância de um telefonema.

Por isso, mais uma vez: não é por ter um carro que vou deixar de andar a pé, ou de aproveitar os atalhos onde o carro não passa.

Mas com o carro, a carta de condução e um bom GPS... vou bem mais longe. E vejo mundos e realidades que de outra forma nunca chegaria a conhecer.

Guilherme Teixeira

Guilherme Teixeira

31 março 2026