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A loucura à solta e o regresso da barbárie!

 


 

 


 

O mundo está mesmo numa encruzilhada estranha, de loucura, de beligerância incompreensíveis. Ninguém entende este primeiro quartel do século XXI! Tantos conflitos medonhos, de extermínio, de destruição, quando tudo apontava que tivéssemos um mundo melhor, pacífico e progressivo. A ONU – Organização das Nações Unidos – está paralisada, quando deveria ser uma voz activa e inconformada com o belicismo reinante. Uma voz com uma autoridade ética e moral irrepreensível, uma postura exigente assente nos direitos humanos e na soberania plena das nações. Um “poder” firme para refrear o ímpeto de terror desta loucura infernal. Mas, nada. Remete-se ir a reboque dos poderosos por impotência, por incapacidade e atada pelas suas próprias contradições e por regras leoninas impostas pelo “direito de veto”. 


 

1 - Na mesma linha do silêncio comprometedor, de vazio de autoridade, até de medo, a União Europeia tem sido trucidada pelos acontecimentos que se vão passando em diferentes cenários deste planeta em efervescência política e social. Perante o ambiente medonho que desponta nas soberanias mais frágeis e pelo desnorte que é possuída, a UE não reage a tempo e a uma só voz. Não se manifesta com discernimento e coragem contra estes abusos completamente arbitrários, prepotentes e perigosos para a Paz Mundial. Na sua fraqueza construída, hoje, não é ouvida nem achada na resolução dos problemas mundiais. A força da UE vale, hoje, pouco no palco dos poderes despóticos e da diplomacia da força. Enquanto a Europa se enrolava em tretas pacifistas engendradas por uma esquerda serôdia e inconsequente, a Rússia, a China, os Estados Unidos se armavam até aos dentes. Resta-nos, agora, assistir a estes espectáculos bélicos, degradantes, temerosos e ameaçadores, que uns tantos loucos se arrogam em executar impunemente, de mãos vazias e de boca calada. 


 

2 - Os Estados Unidos, outrora considerado o “polícia do mundo”, entrou, com Trump, numa deriva imperialista, inaceitável e medieval, desrespeitando o próprio Direito Internacional. Viola todas as regras de convivência pacífica e social com um desplante que arrepia. Trump, o louco beligerante, tem causado apreensão e mesmo o terror em diferentes Estados soberanos. Começou por ameaçar a soberania do Canadá. Passou para as tarifas comerciais absurdas. Fixou a sua tara de insanidade mental na “tomada” fantástica da Gronelândia. Avançou com a ideia tola de “construir” uma Riviera em Gaza com a expulsão dos palestinos das suas terras ancestrais. Bombardeou o Irão. “Fez “um acordo chantagista” com a Ucrânia para lhe apanhar as terras raras. Agora quer o petróleo da Venezuela. Onde vai parar este lunático? Os sinais emitidos são mesmo perigosos e imparáveis nessa mente doentia. 


 

3 - O mundo está refém de três “líderes” tresloucados. Dois - Trump e Putin - loucos em último grau perderam o último pingo de humanidade. O terceiro, o manhoso Xi chinês, actua com carinha de anjo e lá vai conseguindo estar fora dos conflitos, mas apoiando, em benefício próprio, os maiores facínoras do pós II Guerra Mundial. 


 

4 - Fico abismado, muito confuso, com a posição da Rússia, perante a invasão da Venezuela pelos americanos. A Rússia condena essa invasão e exige que os americanos libertem o ex-presidente Maduro, um ditador atroz, e que saiam do território venezuelano. Como é possível a Rússia condenar estes actos de invasão, se ela própria invadiu a Ucrânia, ocupou território, cometeu inúmeros crimes de guerra e a destruiu quase na totalidade? É preciso ter lata! Uma grande lata! Um enorme descaramento! E os nossos esquerdistas o que dizem?! 

Estará o mundo nas mãos de uma cambada de facínoras? De loucos? Parece que sim!


 

5 - Como é sabido, os Estados Unidos usam a base aérea das Lajes na ilha Terceira há longo tempo. Nunca se sabe se um dia esse paranóico do Trump começa a ruminar que os Açores são uma necessidade para a defesa do seu país. E daí parte para a sua anexação. Que fazer se isto vier a acontecer? 


 

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

18 janeiro 2026