Mortes de actores e cineastas estrangeiros ocorridas em 2025). Asseguro que não sou propriamente um “cinéfilo”. No entanto, posso referir aqui uma data de filmes que me impressionaram bastante, a maioria já lá vão uns bons anos. P. ex., “Guerra e Paz”, “Alfredo o Grande”, “Deliverance” (ou “Fim de semana alucinante”), “Os gloriosos malucos das máquinas voadoras”, “O distraído” (P. Richard), as comédias de Louis de Funès, os filmes de John Wayne, os de António Silva, os de Totó e de Alberto Sordi, o “Tubarão”, “El Cid”, o “Aguirre o aventureiro”, (de Werner Herzog), o “Vêm aí os russos” (de Norman Jewison, uma lição para os tempos de hoje…), o “Padrinho”, o “JFK” (de Oliver Stone), a “Túnica”, “Cleópatra”, “O cabo do medo”, o “Psicho”, “Música no coração”, “A Paixão de Cristo”… O certo é que recentemente morreram alguns grandes nomes do cinema que, pela rama, gostava de aqui recordar.
Brigitte Bardot e o mito (relativo) das “louras burras”). A notável Brigitte acaba de falecer a 28 de Dezº, já com 91 anos. O cinema americano já tinha lançado uma quantidade de louras (falsas ou verdadeiras…) as quais, sobretudo depois da 2ª Guerra Mundial passaram a simbolizar, imagine-se que, só por serem louras, o suprassumo da beleza feminina. Brigitte, uma parisiense, tinha até nascido com o cabelo bem castanho, tal como Marilyn Monroe, 10 anos mais velha (a qual até fez uma operação para “alisar” o nariz). Contudo Brigitte, muito magra mas elegante, tinha uns olhos castanhos grandes e expressivos, numa cara arredondada, um nariz “correcto”, um sorriso natural, jovem, sincero, germânico (com aqueles incisivos algo marcados). A maquilhagem reforçava-lhe a expressão (pestanas, olhos, cabelo que se passou a ser sempre louro, “armado”, bem de acordo com a sua tez branca). Um sucesso de muitos filmes, nos quais passou a ser um “sex simbol”; e depois, copiada por tantas, até pela modelo alemã, Claudia Schiffer. Até um samba lhe fizeram (“Brigitte beijou, beijou”). Casou 3 vezes; 2 dos breves maridos, R. Vadim e Gunter Sachs (e um dos amantes, S. Gainsbourg) eram judeus. Porém, antes dos 40 anos afastou-se e passou a defender a causa dos animais abandonados (leiloou para isso as joias, mais de 500 mil dólares da época!) e foi viver para a sua quinta na Riviera francesa. Tinha uma bela voz, Françoise Hardy foi nisso uma “2ª Brigitte”. Nas últimas décadas (tal como Gérard Depardieu), tornou-se gradualmente uma “perigosa extremista de Direita”, acusada várias vezes em tribunal e perseguida pelos “media” franceses, normalmente pro-judaicos. Tem apoiado abertamente (como 42% dos franceses…) a grande Marine Le Pen. Ah, e se as louras são burras, o nome “Bardot” quer mesmo dizer “burro de carga”…
Rob Reiner e (quase…) José Manuel Anes). Profundamente lamentável foi o assassinato, à facada e por um seu filho, do notável actor e realizador Rob Reiner e de sua actual esposa, uma elegante senhora judia. Rainer era filho de outro actor-realizador (Carl R.) e ficou conhecido pela actuação semanal na série cómica “All in the family”, em que fazia o papel do genro (preguiçoso, esquerdista como era moda, estudante) de Archie, que alcunhava esse genro (Stivich, nome que dizia ser polaco) de “meat head”; sem se olhar ao espelho… Similar à tragédia americana de Reiner, tivemos aqui um caso parecido, com J. M. Anes, alta figura das polícias secretas portuguesas (e que já foi grão-mestre duma das nossas Maçonarias, além de comentador televisivo). Salvou-se por pouco de idêntico ataque, vindo de uma filha, a qual queria herdar uma moradia na Caparica. Dada como louca, ela acusava o pai de, inclusive, ter ligações ao “caso Camarate”
Gomes Mota e Jean Marie Le Pen). O general Gomes Mota (homem do 25 de Abril e salvo erro, tio da talentosa Mª Flor Pedroso), foi um dos maridos de Mª Antónia Pala, a mãe do célebre “emigrante”Antº Costa. Político francês maior, que passou décadas a lutar contra o “Sistema”, também faleceu, com 90 anos, o pai de Marine. Alcançou os 22% (2º lugar) numas presidenciais (ao tempo, um fenómeno).
Outros falecidos, e não só do cinema) Bem notáveis: Robert Redford, Gene Hackman, Claudia Cardinale, Richard Chamberlain, Davíd Lynch… A zoóloga Jane Goodall, que estudou a etologia dos chimpanzés, em Gombe (lago de Tanganica), também morreu. E o desportista e culturista Hulk (Hogan), grande apoiante de Trump.
O psiquiatra Eurico de Figueiredo e o futebolista Cardoso). O 1º, foi membro do PS desde 74 (como estudante, fora expulso da Faculdade e estudou na Suíça). Teresa Mendonça (Mac Intyre), minha prima que hoje vive no Texas, foi sua assistente. Com Carlos Cardoso (V. Setúbal e Belenenses) joguei futebol na praia da Figueirinha, pelos meus 10 anos (imaginem a emoção…). Nessa mesma praia da Arrábida em que quem podia ter morrido (afogado) era eu, aos 8 anos; sendo salvo pela corrente, que me “deu pé” num banco de areia.