Muitos de nós lembram-se ainda daqueles tempos em que todos os serviços bancários eram prestados exclusivamente nas agências bancárias. Para levantar dinheiro, depositar um simples cheque, saber o saldo da conta, tudo, mas tudo era tratado ao balcão. Longas filas, tempo perdido, deslocações e, às vezes, já desgastados, até uma ou outra troca de palavras mais azeda.
A chegada dos cartões eletrónicos e dos serviços multibanco na década de oitenta do século passado representou já uma grande inovação, mas a disseminação da Internet pelos serviços bancários constituiu uma verdadeira revolução e é muito mais recente. O acesso ao homebanking, ou seja, a disponibilização do acesso de todos os serviços bancários, fazendo pagamentos e transferências, consultando saldos e movimentos, pedindo cartões e realizando investimentos, através de um computador ou utilizando uma aplicação (app) instalada num telemóvel, é hoje perfeitamente banal. A ida à agência bancária é assim cada vez mais rara. As vantagens são extraordinárias, mas os riscos também aumentaram exponencialmente. Já todos ouvimos histórias de cartões de crédito clonados, de contas bancárias esvaziadas em poucos minutos ou de transferências efetuadas sem autorização do titular.
Para evitar correr riscos é preciso adotar um conjunto de cuidados básicos que não podem ser descurados.
Convém proteger o computador, o tablet e o smartphone. É importante definir palavras-passe (passwords) para os equipamentos e bloqueios de ecrã. Manter atualizados os sistemas operativos e os programas antivírus e anti-spyware em todos os equipamentos, bem como ter o browser atualizado, não clicar em links, nem efetuar downloads de fontes desconhecidas. Procure não utilizar redes wi-fi públicas ou desconhecidas quando acede ao homebanking. Em termos de segurança bancária, a regra é sempre não: desde logo não divulgar as palavras passe a terceiros; não utilizar a mesma password para tudo, principalmente para aceder aos sites e às apps dos Bancos convém ter passwords próprias; não guardar as passwords e outra informação confidencial em papel, nem enviar ou guardar essa informação em mensagens de e-mail ou no telemóvel.
Procure aceder à sua conta bancária através da Internet de forma segura, digitando sempre o endereço eletrónico do seu banco, em vez de usar uma hiperligação (link). Verifique se o endereço que digitou é o endereço oficial da entidade (confirmar que o endereço do site começa por https:// e que aparece o símbolo de um cadeado no final do endereço ou na barra inferior da janela. Depois de terminar a sessão, saia da página do banco, clicando nos ícones existentes para o efeito. Instale no seu telemóvel exclusivamente apps obtidas em lojas de aplicações oficiais. Nem todas as apps são seguras e algumas contém software malicioso.
Garanta que insere a senha de acesso à app do seu banco e os elementos de autenticação em locais reservados e que não está a ser observado. Se o seu dispositivo o permitir, privilegie elementos de autenticação biométricos (por exemplo, impressão digital ou reconhecimento facial), que são elementos que não podem ser apropriados por terceiros.
Despois de utilizar a app do seu Banco, certifique-se de a sessão foi corretamente encerrada e que é necessário repetir o login para voltar a entrar.
Em caso de dúvida, não hesite, contacte imediatamente o seu Banco. Confira periodicamente os movimentos da sua conta e verifique a data e hora do último acesso ao homebanking e à app. O seguro morreu de velho.