O Festival Nómadas termina este domingo e, ainda sem balanço oficial – será feito esta segunda-feira, no que diz respeito a entradas e outros dados -, pode dizer-se que foi um sucesso. A todos os níveis.
Pela pedreira do antigo Monte Castro, nos palcos instalados bem ali juntinho ao Estádio Municipal de Braga – um dos palcos (Cupra Stage) ficou sediado num dos parques de estacionamento da pedreira e as “after parties” realizaram-se no interior do estádio -, passaram mais de 25 mil pessoas, em três dias – nas duas edições de 2025 passaram pela pedreira perto de 30 mil amantes da música electrónica -, gerando, claro, um forte impacto económico e, sobretudo, constitui uma promoção fantástica para a região.
Muitos hóteis – e não apenas de Braga – estiveram lotados por estes dias, os restaurantes estiveram “à pinha” e até muitos alojamentos locais, com destaque para os que ficam mais perto, por exemplo, do Rio Cávado, também não tiveram mãos a medir.
As imagens com paisagens, monumentos e afins de Braga e toda a região minhota tiveram, por estes dias, milhares de partilhas, algumas delas de figuras com milhões de seguidores nas redes sociais, como são os casos de Mochakk.
Restaurantes de Braga promovem os produtos
No local estiveram, como é habitual, dezenas de barraquinhas para servir bebidas e comida, como o Águas de Bacalhau e Émeppé, ambos de Braga, entre outros. Os “food trucks” tinham várias opções gastronómicas (comida rápida, artesanal e opções adaptadas ao ambiente do evento).
Aproveitam, claro, para fazer negócio mas, também, “internacionalizar” os produtos com pessoas provenientes dos quatro cantos do Mundo (pessoas viajaram de destinos como Canadá, EUA, Austrália, Dubai, Emirados Árabes Unidos, Brasil, Argentina e outros) para o Nómadas Festival.
SC Braga dá-se a conhecer através dos artistas
O SC Braga, que renovou, recentemente, a parceria com o Nómadas Festival até 2030, aproveitou, também, como já fez no ano passado, aproveitou para oferecer camisolas personalizadas com os nomes principais da edição de 2026 do festival de música electrónica, promovendo, assim, de uma forma brutal – muitos deles têm milhões de seguidores, como Mochakk (dois milhões de seguidores), The Martinez Brothers (perto de um milhão), Âme (600 mil) e Maz B2B Antdot (perto de meio milhão).
O Festival Mómadas não é “apenas” um festival de música electrónica, é também um forte meio de promoção da região e que trouxe já algum retorno económico, sobretudo na hotelaria e restauração, e que pode, no futuro, gerar “mais-valias” com o regresso de milhares e a vinda, no futuro, de outros que ficaram a conhecer a região através da promoção dos artistas e/ou pessoas presentes.