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Missa solene em honra do padroeiro S. Pedro demonstrou união da comunidade de Lomar

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Fotografia DM

Carla Esteves

Jornalista

Publicado em 06 de julho de 2026, às 16:10

A eucaristia em honra de S. Pedro ficou marcada pela celebração da comunhão solene de dez crianças da freguesia

A missa solene em honra do padroeiro, que abriu o programa religioso do último dia da Festa em Honra de S. Pedro de Lomar, ficou, ontem, marcada pela celebração da comunhão solene de dez crianças da freguesia, que renovaram as promessas do Batismo, numa eucaristia cantada pelo Grupo Coral de S. Pedro de Lomar. A cerimónia, também marcada pelo acompanhamento da Fanfarra do Corpo Nacional de Escutas e pela presença de membros do executivo da União de Freguesias de Lomar e Arcos e da Comissão de Festas de S. Pedro de Lomar foi, aliás, bem demonstrativa da união de uma comunidade que não deixa cair no esquecimento as suas tradições.

Durante a eucaristia, o pároco de Lomar, padre Simon Ayogu, dirigiu-se a toda a assembleia, em particular às dez crianças que fizeram a sua profissão de fé,  lembrando que «Jesus vem, de forma humilde, revelar-se aos pequeninos, aos humildes, aos pobres e aos que não têm voz na sociedade».

Recorrendo a uma história para melhor transmitir a mensagem, o padre Simon, reforçou que a grandeza de cada um se mede pela forma de viver e de pensar nos outros, e esclareceu que todos têm o seu valor, mesmo os mais pequenos, os afastados da sociedade e os que vivem não apenas uma pobreza de meios, mas uma pobreza antropológica.

Dirigindo-se aos meninos que fizeram a comunhão solene, muitos dos quais tinham sido batizados e fizeram a primeira comunhão na Igreja de Lomar, o sacerdote apelou a que se mantenham fieis à sua fé e que regressem para o crisma.

No fim da missa, o vice-presidente da Comissão da Festa em Honra de S. Pedro de Lomar, Francisco Fernandes, deu voz a uma equipa presidencial constituída também por Pedro Lourenço e João Ferreira, para fazer um balanço muito positivo de toda a festa.

Reforçando a união da comunidade lomarense, Francisco Fernandes explicou que, foi possível juntar, nestas festas, um total de 40 pessoas que trabalharam voluntariamente em prol da comunidade, com o objetivo de manter e dar continuidade às suas tradições.

«Sentimos que conseguimos juntar duas freguesias, conseguimos agregar famílias, trazer a Lomar pessoas que estão emigradas e que tiram férias só para vir à festa. Para nós, também, como membros da comissão, é um motivo de orgulho porque as festas são um ponto de encontro, de amizade, de família», concluiu