A escola é um espaço para educar para a cidadania e para a não-violência, mas muitas vezes, transforma-se num palco de situações violentas que marcam para a vida. Todos nós conhecemos alguém que foi ou é vítima de bullying, mas muitos continuam a acreditar que isso faz parte de “ser criança” ou então, que as torna “mais fortes”. É preciso reforçar que o bullying não é normal e que os Pais conheçam esta realidade para poderem falar com os filhos.
O bullying é um comportamento intencionalmente agressivo, violento, humilhante e que envolve um desequilíbrio de poder, através do uso da força física, do acesso a informação constrangedora para controlar e prejudicar outras crianças, de forma repetida, ao longo do tempo.
O bullying pode acontecer na escola, nos transportes escolares, na internet, redes sociais; através de comportamentos como ameaçar, espalhar boatos, insultar, perseguir, gozar, e excluir do grupo de amigos.
Esteja atento a sinais como: medo constante, ansiedade, dificuldades de concentração, perda de autoestima, irritabilidade, queixas físicas, medo de se expressar, recusa em ir à escola e piores resultados escolares.
As crianças não contam aos pais ou a outras figuras de autoridade que são vítimas de bullying, por vergonha e por medo de mais agressões.
Ajude o seu filho de forma segura:
– Incentive-o a denunciar estas situações a um adulto de confiança;
– Mantenha um diálogo aberto, fazendo perguntas sobre a escola, preocupações e receios;
– Encoraje-o a fazer atividades que aumentem a sua confiança e novos amigos;
– Não a incentive a “responder na mesma moeda”, para evitar escaladas de violência;
– Marque uma reunião na escola e encontrem soluções conjuntas;
– Lembre-o que não está sozinho e que tem sempre o seu apoio.
Quando os nossos filhos são vítimas de bullying podemos sentir-nos zangados, magoados, culpados, desesperados ou com medo. É importante pensar antes de reagir e transmitir ao seu filho que, em conjunto, vão encontrar uma solução para o problema.
Autor: Tiago Borges