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Heróis do Mar

As últimas semanas têm revelado alguns Heróis, que nos têm coberto de orgulho. Desde logo as estruturas diretivas e operacionais da saúde, médicos, enfermeiros, assistentes e auxiliares, bombeiros, que apesar do cansaço de muitos meses na linha da frente no combate à pandemia, se entregam intensamente para tentar salvar vidas. Nunca será demais louvar e agradecer o seu empenho e sacrifício em prol do bem comum.

No Desporto, os “nossos heróis do mar” foram Paulo Pereira, Jorge Braz e Abel Ferreira. Dois líderes de projetos desportivos de seleções nacionais, que marcam pela diferença na atitude, lideranças fortes, boa organização, equipas coesas, promotores de excelentes exibições, percursos altamente meritórios e um treinador de futebol que faz a diferença num país onde o futebol é rei.

Os “Heróis do Mar” que nos representaram no Egipto, estiveram muito perto de escrever uma história épica para o andebol nacional. Apesar do 10.º lugar no Mundial, inédito e honroso, o melhor de sempre, soube a pouco, e a “culpa” é da própria seleção e das exibições conseguidas. A coragem e a determinação como encararam cada adversário, aumentou a nossa expetativa.

A qualidade do confronto com adversários deste calibre, fizeram-me acreditar que iríamos mais longe. O hábito das grandes competições fez a grande diferença nos jogos de maior dificuldade, nomeadamente com a Noruega e com a poderosa França. Contudo, Portugal manteve um nível exibicional de grande nível em quase todos os jogos e durante quase todo tempo de cada jogo. Toda a equipa jogou e vibrou em bloco e isso constituiu a sua maior força. A união de esforços e a ambição ficaram plasmadas em campo. Não se deve, nem me parece muito justo destacar este ou aquele jogador, mas o “jovem” Humberto Gomes, foi extraordinariamente importante para os resultados obtidos. Esta experiência competitiva promoveu a nossa seleção, mas também abriu as portas à expetativa quanto a outras competições que aí se avizinham.

Abel Ferreira, treinador de futebol do Palmeiras, carregou o clube brasileiro até à Final da Taça dos Libertadores. Mais um treinador português a deixar a sua marca no outro lado do Atlântico. O treinador, que já passou por Braga, tem feito um trabalho competente e tem criado uma imagem de marca extremamente diferenciadora no futebol brasileiro. Falta o “caneco”.

Jorge Braz foi eleito, mais uma vez, o “melhor treinador do mundo” no futsal. O treinador, residente em Braga, construiu um processo progressivo na modalidade. Foi um dos pioneiros na modalidade em Portugal, cresceu na atitude, no conhecimento, na gestão e nos resultados, em paralelo com a própria modalidade. Criou uma organização, um sistema de preparação das seleções mais jovens, juntou uma série de profissionais competentes na sua equipa técnica, mudou as mentalidades na FPF, criou laços com outras instituições (nomeadamente com o Desporto Escolar), divulgou a modalidade, fomentou a qualidade de jogo. Hoje, Jorge Braz, personaliza o futsal português, não só pelos resultados internacionais que tem obtido, mas pelo caráter, a determinação, o conhecimento, a atitude e a competência que o caraterizam.


Autor: Carlos Dias
DM

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29 janeiro 2021