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Um ano do novo normal

Fez esta semana um ano que João Rodrigues venceu as eleições autárquicas com uma margem tão singular que tornou estas eleições nas mais disputadas desde que as podemos celebrar em democracia. Muitas vezes, já dediquei nesta coluna o meu tempo a evidenciar tudo aquilo que foi feito ao longo deste ano. No entanto, importa, neste momento, fazer uma reflexão profunda sobre aquilo que o distingue dos seus antecessores e dos seus congéneres neste cargo.

O Presidente da Câmara, apesar de muitos criticarem a sua juventude, tem revelado uma calma e uma capacidade de execução típicas de alguém cuja sabedoria já lhe permitiu assistir, refletir e executar muita coisa. Na verdade, num tempo em que tantos presidentes de câmara, membros da oposição e outros agentes da vida política local se pavoneiam nas redes sociais para inaugurar tudo e mais alguma coisa, mesmo quando nada há de verdadeiramente relevante a assinalar, vemos em João Rodrigues uma postura contracorrente e contrária às modas. Olhemos para a sua presença, para a sua postura pública e para o seu discurso e percebemos que, para o Presidente, tem mais valor a preocupação com o cidadão que vive diariamente a cidade do que a atitude daquele avatar que vive nas redes sociais a criticar tudo e todos.

O Presidente acredita que os problemas dos bracarenses que habitam a cidade todos os dias se resolvem com ações práticas e não com filosofias baratas sobre a visão autárquica local. A sua teoria é construída diariamente nas ruas de Braga. Neste sentido, podemos afirmar que tem sido alguém que faz mais do que aquilo que diz, até porque não consegue falar ao ritmo a que executa. Pelo contrário, a oposição perdeu um ano a discutir formalidades e a alimentar polémicas nas redes sociais e com isso perdemos todos nós. É um fazedor que usa o olhar do bracarense de oitenta e cinco anos para mudar a cidade, mas que também entende que um jovem merece ver as suas preocupações acauteladas. Durante muito tempo, queixámo-nos dos buracos nas estradas, dos percursos que ligavam a nossa casa ao trabalho, repletos de remendos. Hoje, sabemos que é uma questão de tempo até essas situações estarem resolvidas.

Ficávamos presos no trânsito e reclamávamos das ruas e dos túneis de sentido único, fechados por razões assentes numa visão abstrata da mobilidade. Hoje, sabemos que é apenas uma questão de tempo até essas anomalias estarem definitivamente corrigidas. E, perante tudo isto, perguntamo-nos: acabou o resto? Vamos deixar de ter o dinamismo de cidade a que nos fomos habituando nos últimos tempos? Dito de outra forma, vamos deixar de ter momentos como aqueles a que muitos chamam festas e festinhas?

Não. Pelo contrário, soube aproveitar esses momentos como oportunidades de afirmação das gentes de Braga e do seu tecido associativo. É um Presidente que vê no presidente da junta de freguesia e na associação de bairro não um inimigo, mas o motor e a alma de uma cidade. Isto acontece porque, lá está, é um Presidente que vê e pensa através dos bracarenses, um Presidente que sabe que o cidadão é o fim e o início da atividade política.

Passou um ano desde que, para muitos, um jovem assumiu os destinos de um barco demasiado grande para a experiência e a preparação que lhe atribuíam. Neste ano que passou, os bracarenses sentem que este navio nunca esteve tão seguro e tão perto de alcançar o destino que todos reconhecem para a cidade.

A vitória de João Rodrigues é uma vitória de todos os bracarenses, porque o seu maior feito foi, e continuará a ser, construir uma cidade de todos, com todos e para todos.

Diogo Farinha

Diogo Farinha

15 outubro 2026