Um dos maiores problemas que afetam os utilizadores da TUB são os atrasos. Não há quem tenha utilizado com alguma regularidade os autocarros bracarenses que não se tenha visto, invariavelmente, à espera sem saber quando chega o seu transporte.
É claro que as razões para este estado das coisas são múltiplas. E se algumas são de mais difícil correção e implicam intervenções de fundo (como é o caso do trânsito caótico em certas zonas da cidade), outras são bem mais simples de melhorar.
Entre estas segundas está a realização de pagamentos ao motorista em numerário, uma ação demorada que cria atrasos desnecessários, especialmente em paragens mais concorridas e que, cumulativamente, vai contribuindo para o incumprimento de horário e para mais utentes parados à espera.
O mais caricato é que há formas de reduzir drasticamente este impacto, mas que continuam inexplicavelmente por aplicar. Nomeadamente, a duas mais simples tratam-se de permitir o pagamento em cartão nos autocarros, o que reduziria o tempo para pagamento e, acima de tudo, a colocação em locais de maior afluência de máquinas de pré-venda, permitindo aos passageiros comprar o seu bilhete enquanto esperam e ao entrar só terem de o validar.
Mais além, há também que refletir sobre o fim do pagamento ao motorista. Quem viaja na TUB sabe que hoje já há fiscalização a bordo que verifica os títulos de transporte. Este parece, porém, um desperdício de recursos quando todos os passageiros têm de passar pelo condutor e validar ou pagar junto deste. Ora, se tivéssemos uma rede de máquinas de pré-venda considerável e se adaptasse o sistema de validação para permitir pagamentos diretos por sistema contactless, nem seria necessário envolver o motorista nesta operação.
É importante falar de grandes intervenções rodoviárias para melhorar o trânsito bracarense e explorar a possibilidade de novas soluções de transporte como o Metro ou o BRT, mas isso tem de vir acompanhado de uma capacidade para melhorar os serviços no entremeio. Enquanto se espera por melhores soluções de mobilidade, temos de fazer bem os mínimos e a bilhética em Braga ainda está longe de os cumprir.
Afinal de contas, é na bilhética que começa a relação do cliente com a TUB, é o melhor lugar onde começar a proporcionar-lhe um melhor serviço.