A corrupção no Banco Master tornou-se já provavelmente o maior escândalo financeiro de sempre no Brasil, com sede na Faria Lima, São Paulo, e tentáculos em todo o sistema político, económico, social e de Justiça, i.e., no Supremo Tribunal Federal, STF. Daniel Vorcaro (de Porcaro do italiano antigo e que designava os criadores de porcos), filho de mediador imobiliário, neto de Pastor Evangélico e irmão de Pastora, era proprietário e principal accionista do Banco Master, o qual acabou por ser encerrado pelo Banco Central do Brasil em 11/2025, depois de graves problemas de liquidez e de suspeitas de ilícitos financeiros. A Polícia Federal pesquisou operações que poderão acarretar valores de diversos milhares de milhões de dólares. De acordo com as investigações e informações tornadas públicas pela média brasileira, um dos problemas fulcrais está conexionado com o modo como o Banco Master atraía património, assegurando proporcionar aos investidores pagamentos superiores aos praticados no mercado comum e usando activos catalogados de elevado risco. A Polícia Federal está a tentar identificar a emissão de títulos sem lastro e mecanismos destinados a aumentar de modo artificial os activos do banco. Incluindo falsificação contabilística. Estão em causa para já $2,33 mil milhões dos EUA (!), embora possa vir a aumentar. Vorcaro, qual “lobo de Faria Lima Street”, foi detido na Operação Compliance Zero em 11/2025, quando ira fugir do Brasil e voltou a ser detido em 2026. O Juiz do Supremo, André Mendonça (Relator do Inquérito, antes da assumpção pelo Presidente do STF Edson Fachin) mandou colocar Vorcaro em prisão Federal de alta segurança, pois foi alvo de várias ameaças de morte. Sabe demasiado? A investigação da PF está concentrada nas relações que Vorcaro tinha com personagens influentes da política, administração pública, polícia, Tribunais, etc.. Máfia organizada? A PF apreendeu o telemóvel do banqueiro Vorcaro e encontrou contactos frequentes com pessoas de importância institucional. Destaca-se a ligação a Alexandre de Moraes, Ministro do STF, e à sua mulher advogada Viviane Barci. Documentos divulgados em 2026 indicam que o seu escritório celebrou com o Banco Master contratos de prestação de serviços com pagamentos mensais durante 3 anos, num valor geral de cerca de $25,4 milhões dos EUA (R$ 131 milhões!). Recorde-se que foi o Juiz-Relator Alexandre de Moraes a colocar o ex-Presidente Bolsonaro na prisão por quase 28 anos. Citamos. Entre 2024/25, o escritório da mulher de Alexandre de Moraes recebeu o valor de $15,6 milhões em dólares dos EUA. Valores registados na própria Receita Federal. O contrato previa um valor líquido de $21 milhões. Mas quais foram os serviços prestados? São valores justos de acordo com os serviços? “Ou são pagos só por ser junto da esposa de Alexandre de Moraes?” Há conflito de interesses e de potenciais influências? Citamos. O escritório declarou 36 pareceres e opiniões legais pagos a peso de ouro. Segundo a média, Alexandre de Moraes participou na negociação do contrato com Vorcaro e o Banco Master. O próprio escritório, da advogada e esposa de Alexandre de Moraes, confirmou que “o Ministro teve acesso à minuta do contrato”, na “qualidade de marido da sócia para ver se havia incompatibilidades”, citamos. Também não foi negado que o Ministro Juiz do STF Alexandre de Moraes e Viviane Barci fizeram várias viagens nos aviões do Banco Master e/ou propriedade das várias empresas de Vorcaro. Apanhar boleia não é crime! O importante é provar se existiram contrapartidas ilícitas como v.g. na lavagem de dinheiro. Recorde-se que o caso Vorcaro-Master envolve outros Ministros do STF e Autoridades Brasileiras. Ora, isso pode implicar conflitos de interesses. Já em 9/2026 foi adiada uma investigação a Alexandre de Moraes por causa das suas ligações a Vorcaro. Há fortes indícios – segundo a esmagadora maioria dos especialistas e jornalistas que se pronunciou na média –, de estarmos perante uma “organização criminosa”: são demasiados factos financeiros, rede de influência, contratos, transferências bancárias de valores demasiado elevados para pequenos serviços, mensagens e relações pessoais inegáveis. Há uma série de alegações ainda não confirmadas. Há relações empresariais e profissionais legítimas ou alguma constituiu corrupção, tráfico de influência, conflito de interesses, fraude ou outra infração? Perguntam os investigadores. Sem violação da presunção de inocência de ninguém, não podemos esquecer que estamos ao mesmo tempo com Eleições no Brasil onde os adversários finais poderão ser Lula-Luís Inácio da Silva e Flávio Bolsonaro. Um Juiz pode ter clientes? E 1 1º Ministro? Onde já vimos isto?
Banco Master: corrupção financeira no Brasil: Vorcaro + Poder?
Gonçalo S. de Mello Bandeira
18 setembro 2026