Nota-se que há guerra no mundo: é na Ucrânia que continua heroicamente a lutar pela sua soberania, é no Médio Oriente que sofre uma guerra Israelo-americana, porque Trump é mais influenciável do que influenciador e porque a Rússia teve mais olhos que barriga. O mundo paga os devaneios bélicos de Trump. Tudo encarece desde o bloqueio do estreito de Ormuz e, se dantes tudo mexia quando Trump falava, agora viram-lhe as costas como fez a Europa e a Nato quando ele queria arrastá-los para uma guerra que ele mesmo havia desencadeado. Trump queria a medalha da Paz e, no entanto, fomenta a guerra com uma ligeireza que nos faz ter medo do seu poder. E este medo derrama-se nas consciências como azeite entornado e como ele faz mancha na limpeza das consciências dos povos. E esta consciência liga-se ao medo de um conflito atómico de caraterísticas mundiais. Já não é preciso ter um exército muito grande, uma marinha muito poderosa, uma força aérea muito eficaz, basta ter drones cada vez mais eficazes . É uma guerra psicológica que começa a ter a primeira vítima que é a verdade e os primeiros atingidos que são os povos. E não há quem deponha este errático senhor e não há quem lhe diga, está errado, não minta a si mesmo porque não há mais mentiroso nem mais perigoso mentiroso do que aquele que se engana a si mesmo. Reparem que Trump fala quase sempre entre portas como quem tem medo de entrar e medo de sair: entre portas e agarrado a elas, some-se de corpo e foge à realidade. Este senhor está doente. No fecho destas reflexões caiu a notícia que existe, entre os Estados Unidos e irão, um acordo de cessar fogo entre eles. Será um oásis ou passo definitivo para a paz? Aguardemos com esperança.