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Igreja de Braga acolhe três novos padres com total disponibilidade para servir

Igreja de Braga acolhe três novos padres com total disponibilidade para servir
Fotografia DR

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 13 de julho de 2026, às 17:59

Bruno Pinto, Carlos Furtado e Diogo Antunes são ordenados no próximo domingo, na Sé Primaz

O Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, preside, no próximo domingo, dia 19 de julho, à ordenação de três presbíteros, numa cerimónia solene na Sé Primaz, a partir das 15h30.

Os novos candidatos aos sacerdócio são Bruno Pinto, Carlos Furtado e Diogo Antunes,  os quais fizeram a sua formação no Seminário Maior de Braga.

Concluído o período de formação e um ano de estágio pastoral em comunidades da Arquidiocese de Braga, os três diáconos afirmam estar preparados para abraçar o sacerdócio com espírito de serviço, disponibilidade total e confiança em Deus, e que querem viver o seu ministério sempre em comunhão e proximidade com as comunidades que lhes forem confiadas.

Bruno Pinto escolheu como lema sacerdotal uma paráfrase de um versículo da passagem do chamamento de Samuel, “A lâmpada de Deus não se apagou”. O futuro sacerdote explica que através deste lema quer exprimir a confiança de que Deus permanece e caminha e o acompanha a cada passo que der.

«Aquele que me chamou é Aquele que me acompanha e Aquele que me envia e que estará  sempre comigo. É nessa certeza que eu quero fundar o meu ministério e o serviço que possa vir a desempenhar nesta Igreja de Braga», afirma, numa entrevista ao Departamento Arquidiocesano da Comunicação Social (DACS), conduzida por Renata Rodrigues.

Carlos Furtado  escolheu como lema sacerdotal a frase “Servidor da vossa alegria”, inspirado na Segunda carta de São Paulo aos Coríntios. Para o diácono, o sacerdócio deve ser vivido numa atitude de serviço, em fidelidade ao Evangelho, e não como um exercício de superioridade. 

«Não somos senhores, mas servidores. Queremos ajudar as pessoas a crescer na fé e a encontrar a verdadeira alegria em Deus», refere.

Já Diogo Antunes adotou como lema presbiteral as palavras  do Evangelho de São João “Não fostes vós que me escolhestes, fui eu que vos escolhi”, pois considera que a vocação sacerdotal nasce da iniciativa de Cristo.

«Acredito que não fui eu que escolhi Cristo, mas foi Cristo que me escolheu e que me destinou para esta missão. E é na perspetiva de poder servir que abraço esta missão. Quero que as minhas mãos e os meus pés e o meu discernimento sejam sempre em louvor de Cristo», disse.

Nesta entrevista ao DACS, no interior da Sé de Braga, os três futuro padres contam como foi o estágio pastoral neste último ano e descrevem o diaconado como uma etapa decisiva na preparação para o sacerdócio.

Bruno Pinto realizou o estágio pastoral Paróquia de Nossa Senhor dos Navegantes, nas Caxinas, em Vila do Conde, onde afirma ter experimentado de forma concreta a vida da comunidade.

«Foi um tempo de graça», resume, frisando que a proximidade às pessoas permitiu «sentir na realidade» aquilo que estudou e preparou na formação do Seminário e na formação académica. 

«Sentimos as dores e as alegrias das pessoas que estão e caminham connosco, percebemos o que é partilhar a mesma fé, partilhar o mesmo sentido de comunidade. E tudo isso nos prepara para aquilo que será o nosso ministério presbiteral ao serviço desta Igreja em Braga», acrescentou.

Carlos Furtado fez o seu estágio na Paróquia de Santa Eulália de Fafe e na Paróquia de Santa Comba de Fornelos e teve ainda algumas experiências em algumas paróquias ao redor de Fafe.

O diácono destaca o acolhimento recebido pelos sacerdotes locais, pelos orientadores de estágio e pelas comunidades.

«O testemunho de fé da comunidade  e a amizade sacerdotal são sinais de esperança que alimentam a alegria do nosso ministério», afirma.

Diogo Antunes estagiou nas Paróquias de Divino Salvador de Joane e de Santa Marinha de Mogege, no arciprestado de Vila Nova de Famalicão. Considera que o diaconado lhe permitiu conhecer novas realidades e aprofundar a missão de anunciar Cristo.

«Foi um tempo essencialmente de graça, de experiência e de reconhecimento de que somos chamados a transmitir Cristo às comunidades», disse.

À medida que se aproxima o tempo da ordenação sacerdotal, os três diáconos reconhecem que estão a viver dias de particular intensidade emocional.

Bruno Pinto fala num misto de entusiasmo e nostalgia e confiança perante o início de uma nova etapa, enquanto Carlos Furtado descreve este período como um tempo vivido com alegria, embora acompanhado pela «ansiedade» própria de um tempo marcante.

Diogo Antunes destaca sobretudo o sentimento de gratidão pelo percurso realizado, pelas comunidade que o acolheram e pela missão que agora se prepara para assumir.

Questionados sobre aquilo que desejam oferecer à Arquidiocese de Braga enquanto sacerdotes, os três futuros presbíteros convergem na mesma ideia: disponibilidade total para servir e anunciar Cristo  junto das comunidades.