Concluídos os últimos apuramentos para o Mundial 2026 onde pela primeira vez vão estar presentes 48 seleções, é de certa forma prudente discutir algo que normalmente pouco ou nada é aprofundado no maior encontro de seleções de todo o Mundo, a economia. Pode parecer estranho, mas nem só dentro do campo se ganha num evento desta envergadura. Os especialistas financeiros confirmam ser verdade perante os factos constatados que o resultado de um super evento desportivo dita um impulso na futura economia do vencedor, bem como do país organizador.
Um estudo financeiro efectuado sobre toda esta temática, concluiu que o país vencedor sente um aumento de 0,7% na sua economia e nos seus mercados. Grande parte deste crescimento é relacionado com o impulso positivo gerado no país pela vitória alcançada. A vitória no Campeonato do Mundo é muito mais que um troféu, é a união de toda uma nação, o que leva toda a população a sentir orgulho e alegria… e todos sabemos como pessoas felizes adoram comprar. Todas as festas e celebrações geram receitas e trabalho, não só nas celebrações, mas em vendas de produtos e artigos alusivos à conquista do troféu, abrindo a oportunidades de negócio ao estrangeiro, que fica naturalmente mais inclinado a investir no país vencedor.
Em 2002, cerca de três biliões de pessoas viram a final do Mundial no Japão e este número subiu quase até aos 4,5 biliões no Mundial de 2006 na Alemanha. Os números à volta da publicidade ajudam certamente a estimular a economia de um país, mas as vitórias do passado reflectem que a teoria do crescimento económico e o Mundial de Futebol andam de mãos dadas. De acordo com o estudo de um banco, apenas duas excepções são alvo de análise, quando em 1974 e 1978 a economia alemã e argentina, respectivamente, apresentaram uma grande perda, só suplantadas pela economia do finalista vencido em ambos os anos, a Holanda, que apresentou uma perda ainda maior pelo efeito negativo da derrota.
Antes do início do Mundial 2006, Brasil e Inglaterra eram apontados como favoritos, mas com ambos de fora da final seria difícil prever quem iria beneficiar com a vitória no torneio. A Alemanha como país anfitrião, investiu mais de 300 milhões de euros em melhorias nos transportes para o evento e um total de 1,5 biliões de euros para melhorias nos estádios. Como o esforço foi de tal forma enorme, seria quase natural afirmar que os bávaros mereceriam tal impulso económico, mas a queda perante a Itália deitou por terra todas as expectativas nos benefícios da vitória, no entanto, ainda assim verificou uma diminuição de 11% na taxa de desemprego.
Numa altura em que os fãs do futebol espalhados por todo o mundo estão ansiosos pelo começo de mais um Mundial, será a vez dos Estados Unidos, México e Canadá acolherem o Mundial 2026, com 48 seleções presentes. Planos e reservas já estão a ser feitos, hotéis e voos reservados não param de aumentar, até que a vigésima terceira edição da competição - FIFA se inicie. Poucas são as hipóteses, certamente, de ver a os países organizadores (Estados Unidos, México e Canadá) na final, mas a verdade é que com os imensos investimentos em infraestruturas sentem os países em grande explosão económica!
A importância do Mundial de Futebol
Luís Covas
3 abril 2026