Vivemos num tempo completamente louco. Num mundo desvairado. Num mundo sem tino e sem o mínimo de bom senso. Cada vez mais desviado, cínico e mais vazio de princípios e de valores. De ética e de racionalidade. Mundo comandado por malucos e, ainda por cima, sanguinários. “Pessoas” ocas e desumanas. Gente que semeia pólvora e chumbo para dilacerar vidas como móbil de “prazer” e de “diversão”. Também de querer impor uma narrativa fanática e perigosa em contraponto a um modelo estritamente humano: o modelo democrático.
1 - Neste contexto bélico e irracional, a tolerância foi-se. A coexistência pacífica entre os povos e nações foi-se. A segurança global foi-se. As crises económica e energética vieram para ficar. A confusão instalou-se. A lei do mais forte e do mais descarado impera. A idiotice assentou arraiais. Ou seja, os líderes das potências bélicas, sem norte, rejeitam uma vivência digna, dialogante e, profundamente, humana, quando ainda é mesmo bom viver em democracia! Esses líderes, fora das graças de Deus e do respeito dos homens, optaram pela via da violação grosseira do Direito Internacional.
2 - Grandes problemas no Médio Oriente - De um lado, um país que quer sobreviver como país e um povo que aspira viver em paz, em sossego e em progresso. E tudo fazem para sobreviver, usando mesmo os meios mais sofisticados de grande destruição e de violência desmedida. Israel nasceu de parto forçado e doloroso. Nasceu de arranjos ocidentais e no meio de culturas islâmicas. No meio de países de linha religiosa radical e com políticas ditatoriais. E de mentalidade medieval.
A rejeição, logo de inicio, de Israel foi total. Passou por guerras brutais, cujo resultado foram sucessivas crises energéticas, muita violência e a ampliação do seu território. A intolerância aos judeus não tem limites. A verdade é que os países árabes não aceitam sequer a sua existência. Daí, guerra e mais guerra para sobreviver. Destruição em cima de destruição e sem parar. Não há decência, humanidade e compaixão neste conflito. O ódio tem sido o alimento maldito do Médio Oriente.
3 - Os Estados Unidos (EUA) sempre arrogantes e agora comandados por um fanfarrão têm “necessidade” de mostrar o seu arsenal e poderio bélico. Para atemorizar, pela certa, a concorrência. Para ajoelhar os países mais fracos. Para, cruamente, fazer grandes negócios com vendas maciças de armas. Armas e mais armas. Super caras e mortíferas. Quem paga estes artefactos bárbaros é o sangue dos inocentes como aquele vertido numa escola de crianças no Irão. Quem paga é sofrimento e a aflição das pessoas que só querem a Paz. Quem paga é o caos patrimonial, infra-estrutural e social de povos que já não saboreiam a Paz desejada há dezenas de anos. Uma indignidade. A Paz entre os envolvidos deveria estar presente no campo do diálogo e na mesa das negociações. Mas, não está, porque se optou pela escalada sem freio da guerra como forma de aniquilar e decapitar o inimigo. Em vez da procura incessante da Paz e de se mitigar os problemas de terror, os conflitos se recrudescem um pouco por todo o Golfo e representam desafios severos à leveza da ONU que se vê impotente de agir. Não é ouvida, nem respeitada e muito menos capaz de suster os ímpetos bárbaros de gente que usa as armas ultra mortíferas com toda a facilidade e inconsequência.
4 - Como é possível haver tanta guerra, tanto destruição, tanta estupidez num século que prometia avanços significativos na ciência, na tecnologia, nas relações pacíficas entre os povos? Como é possível perceber os EUA, uma potência económica, industrial, científica, tecnológica, de ter nos seus comandos um fanfarrão, um tipo desprovido de humanidade como é o seu Presidente? Quem entende aquele povo que se arvora como justiceiro e como polícia do mundo?