Os Estados Unidos da América (USA), sob o comando de Trump, tem uma caraterística muito difícil de caraterizar porque o seu líder quer a paz fazendo a guerra. E neste contexto raptou Hugo Chaves, matou Ali Khamenei do Irão, porque eram ditadores. Muita virtude prega quem muito peca. E tudo isto fez e mais fará pregando liberdade dos povos subjugados por ditaduras ferozes. Se assim fosse, isto é, se fosse a sua ideologia, então por que razão não rapta Putin da Rússia, não mata Xi Jinping da China, ou Kim Jong-Um da Coreia do Norte? E como estes outros tiranetes que por todo o mundo existem para mal de quem por eles são governados. Mas então a força da USA diferencia ditadores ou, como desconfiamos, existe em Trump um medo escondido das retaliações que sofreria se ofendesse a Rússia, a China ou a Coreia do Norte. Não está cem por cento certo este ditado latino, “Homo homini lupus, isto é, o homem é o lobo do homem, perde por diferença porque o lobo só mata se se vir ameaçado e estes senhores da guerra agridem por cobiça ou satisfação ou, quem sabe, por traumas mal curados. Isto de ser forte com os fracos é o supino da cobardia. Não defendemos as ditaduras porque gostamos de ser livres, mas também não podemos tolerar que haja países que abusam da sua força. Este sentimento não é uma dualidade de sentir, antes uma revolta intrínseca que colide com o critério humanista que coloca o homem livre como finalidade de uma existência. Perante este abuso e poder concluímos que pouco evoluímos do homem das cavernas. Apenas temos meios mais letais para subjugar os outros. Isto é a lei da selva onde o leão é mais forte que o crocodilo, mais feroz que qualquer peixe miúdo. Levantam-se alguns problemas que recendem ainda da animalidade que, infelizmente, a educação não venceu, a consciência sublimou ou sequer as religiões modificaram. Fingimos ser evoluídos e, afinal, não passamos de animais de instintos. E este praticam a ferocidade como herança de espécie e, por isso, se livram da expiação que são os nossos remorsos. Quem os não tem ou não os sente ainda está nas cavernas do racional.