As tempestades verificadas no país que atingiram 69 municípios, localizados no interior centro, na orla marítima e em algumas cidades do interior, deixou marcas profundas em cidades, vilas e aldeias, que vão ser difíceis de transpor, para evitar o sofrimento das populações, afetando várias atividades e vão trazer sérias consequências para a economia nacional, afetando seriamente as exportações.
Estas situações são irreversíveis, como consequência da afetação ambiental, climática e dos fenómenos inerentes ao aumento da temperatura terrestre e da água marítima, pois verifica-se atualmente um degelo polar, com a subida do nível das águas marítimas, originando fenómenos transversais a alguns continentes, com tufões, tornados e tempestades mais frequentes e imprevisíveis, como aqueles que estão a afetar Portugal.
A estas situações não se podem imputar de imediato responsabilidades oficiais, apesar de algumas medidas tomadas atempadamente pela Proteção Civil e outras entidades, sem previsão dos locais que vão ser mais atingidos, devido a reversão momentânea das áreas possivelmente a serem afetadas.
Como consequência destas calamidades, provocadas pelas intempéries, deve-se atuar com urgência com os meios disponíveis, embora devido à sua extensão, não seja possível acorrer a todas as áreas afetadas, embora seja fundamental planear de imediato a agilização dos meios oficiais locais e nacionais, através da Proteção Civil, das forças policiais e militares, assim como do voluntariado das regiões atingidas para atenuar e minimizar as ocorrências de diversas origens, para levar o apoio logístico, material e alimentar. Ao mesmo tempo, tomar precauções para outras situações de catástrofe, que possam retornar e dar apoio com humanismo e sentido de proximidade, para os cidadãos ultrapassarem estes momentos indiscritíveis, ao verem os seus bens destruídos ou afetados, assim como perdas familiares.
É de lamentar que estas calamidades ocorrentes e talvez com continuidade, sirvam para aproveitamento político num período eleitoral para o próximo Presidente da República, quando devia de haver sentido de convergência humanitária e não populista, para transmitir ânimo às populações e não as afetar ainda mais no campo mental e psicológico, ampliando ainda mais o seu sofrimento e procurando incutir culpas oficiais e não só para tirar partido destas situações, o que é degradante e desumano.
É fundamental que em campanhas eleitorais e principalmente como a que o país agora vive, haja sentido de proximidade real e não fictícia, o que vai afetar os cidadãos na sua votação ou abstenção, podendo conduzir ao crescimento do populismo, caminhando para a destruição da democracia, com maior recetividade das populações afetadas, pois seja qual for o arco da governação não é possível nestas situações responder rapidamente a situações intransponíveis, pois quem governa precisa de analisar as situações com eficiência, de forma a atuar o mais breve possível, com objetividade.
Por outro lado, as redes sociais e certa comunicação social dão por vezes grande projeção às calamidades, aos acontecimentos chocantes, que influenciam as populações, principalmente com menos formação, assim como jovens, podendo afetar profundamente o seu ego, donde resultar a sua instabilidade psicológica e consequente instabilidade, partindo para situações chocantes, imorais e por vezes com grande agressividade física, em contexto de grupo ou isolados. Este é um problema grave que o país atravessa face à limitada convivência familiar por motivos salariais e ausência devido às funções parentais exercidas, reduzindo a presença para o diálogo ou auscultações sobre as opções a tomar, resultando daí excessiva utilização do telemóvel, com acesso às redes sociais, não transmitindo as ideologias e os princípios primordiais para o ser humano, no sentido de os preparar e dar seguimento ao seu futuro, com visão, princípios e valores.
A família caminha para a destruição, devido a certo populismo partidário, à excessiva utilização do telemóvel nas redes sociais e em família, que não devia ser permitido até aos 15 anos, nas escolas, como já previsto em alguns países e noutros momentos em família, sem convivência, confraternização familiar, ausência de princípios e valores transversais.