Ainda não decorreram 100 anos (1939/1945) sobre a II Grande Guerra ou II Guerra Mundial que varreu a Europa e, no horizonte, já se vislumbra a ameaça de novo conflito; e, a acontecer, este não será menos duro e cruel do que os anteriores, pois o fantasma nuclear paira já como elemento presente e centralizador.
E esta realidade, dada a sua ação destruidora e a presente loucura dos contendores beligerantes, bem capaz será de, sem aparatos, nem espetacularidades, arrastar consigo danos inéditos e impensados, mas seguramente arrasadores, à nossa volta; inclusive, com a sua vertente nuclear uma guerra desta natureza não deixará pedra sobre pedra e acarretará uma destruição humana impensável.
Vejamos o que tem acontecido no conflito que, há três anos se desenrola entre a Rússia e a Ucrânia ou entre Israel e a Palestina; e, claramente, concluímos que a destruição humana traduzida está em milhares de mortos, estropiados e desalojados e inevitável arrasamento de cidades e paisagens naturais é monstruosa.
Esta situação ignóbil e cruel tem por único móbil o nepotismo, o radicalismo e o totalitarismo que ocupa o ser e o desejo de domínio de decisores e mentores políticos que se arvoram em senhores da força bélica e do poder arbitrário e cobarde; e, assim, abrindo portas a um estado global de confrontação que consigo arrasta o genocídio de grande parte da humanidade.
Pois bem, por detrás destas verdades, a que chamaríamos torpes e maquiavélicas, cada vez mais aparecem certos dirigentes políticos, apenas movidos pela ânsia de poder e intenção de domínio sobre povos e nações, incapazes de atender aos elementares princípios humanitários fundamentais pelos quais, ao longo dos tempos, a Humanidade tanto tem lutado e sofrido; basta olharmos para a Rússia, para os Estados Unidos da América e para a China cujos atuais dirigentes, quer nas palavras, quer nos atos-revelam;-claramente, estados de espírito maquiavélicos e arrasadores.
Agora, no meio deste autêntico cerco ideológico totalitário e dominador está a Europa, enfraquecida e desorientada, porque sempre foi uma unidade humana e territorial onde a democracia e o respeito mútuo entre estados e nações foram respeitados e solidamente enraizados; e, pior ainda, sem revelar força e convicção nas suas tomadas de decisão e, até, desvio da confrontação ideológica e política.
Tem sido a Europa, ao longo dos tempos, o centro de grandes e conjuntas tomadas de posição contra nepotismos e extremismos vindos, quer da esquerda, quer da direita; e, agora, enfrenta o maior ataque da sua história, vindo da Rússia, dos Estados Unidos da América e da China e ao qual não escapam as vertentes económicas e sociais, arrastando elevados riscos de colapsar.
Depois, no seu próprio seio, avançam igualmente extremismos políticos de extrema-direita e extrema-esquerda que, dada a sua assanhada luta social, mais complicam a situação abrindo portas aos avanços de tais potências; e, assim, mais difícil se torna enfrentar estes três gigantes que se preparam, seja através das armas, seja das pressões e chantagens socioeconómicas de impor à Europa as suas ideias e ideologias políticas.
E, então, frente a esta verdade onde os confrontos verbais dos três gigantes são unânimes e despóticos, já é tempo e mais do que tempo de cerrarmos fileiras dentro desta nossa casa lusitana contra os mesmos desígnios internos de extremismos e radicalismos, quer de esquerda, quer de direita, vindos de partidos e agrupamentos políticos que entre nós se vão revelando e avançando; como, igualmente, teremos de nos equipar militarmente para, em caso de necessidade, colaborarmos com a Europa na defesa das causas comuns, sejam políticas e económicas, sejam sociais e culturais, que são, obviamente, o paradigma secular de uma União Europeia, forte e unida, à qual pertencemos.
Então, até de hoje a oito.