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13 de Novembro

  1. Houve uma mulher – o seu nome era Teresa – que perfumou o tempo com torrentes de bondade e beleza.

Essa mulher – que será sempre a minha Mãe querida – nunca deixará de ser a inspiração maior de toda uma vida.

  1. Foram muitos os anos de contínua aprendizagem, enquanto por esta terra ela fez a sua humana viagem.

Foi, sem dúvida, com ela que mais aprendi. Tê-la comigo é o tesouro que mais cintila dentro de mim, aqui.

  1. Agradeço ao bom Deus por a ter colocado ao meu lado. E louvo o Senhor por, quando achou por bem, a ter chamado.

Não escondo a dor e a saudade que se alojaram em mim. Mas sei que ela me acompanha sempre, até ao fim.

  1. Domingo, 13 de Novembro, era o dia dos seus anos. Digo «era» porque, para Deus, um «dia é como mil anos e mil anos como um dia» (cf. Sal 90, 4; 2 Ped 3, 8).

Neste momento, ela já vive no tempo sem tempo, em que o presente nunca passa.

  1. Nós é que nunca a esquecemos e não deixamos de assinalar a sua vinda a este mundo.

Ainda no ano passado, os 92 anos foram celebrados com tanto amor e alegria.

  1. Não vais ser esquecida, minha santa Mãe. No próximo Domingo, vamos fazer-te uma homenagem.

Serás recordada na tua fé, humildade e amor. Apresentaremos um livro com os principais momentos da tua existência. Muitos terão oportunidade de se reencontrar com a tua candura e inocência.

  1. Não foi só por seres minha Mãe. Mas tu, Mãe, por onde passaste, um rasto luminoso deixaste.

Sei que nunca serás canonizada. Mas não duvido — nem por um instante — de que por Deus foste logo acolhida. Mesmo aqui, o Céu já estava em ti.

  1. Como Isabel da Trindade, encontraste o Céu na Terra. Porque o Céu é Deus e Deus nunca esteve fora longe de ti.

É de junto d’Ele que me conforta ouvir-te a toda a hora: «Meu filho, tu estás sempre comigo» (Lc 15, 31). E eu também quero estar sempre contigo, minha saudosa – e cada vez mais amada – Mãe.

  1. Enquanto viver, nunca te deixarei esquecer. Foi um privilégio inaudito viver com uma santa à minha beira, durante a vida inteira.

Dói infinitamente ficar sem mãe. É ficar sem a terra em que a planta da nossa vida cresceu; ficar sem mãe é sentirmo-nos mais longe das nossas origens e mais perto do nosso final.

  1. Mas, paradoxalmente, ficar sem mãe significa também que estamos mais próximos de nos reencontrarmos com ela, nos seus braços. E, desta vez, para sempre.

Parabéns, Mãe, vida da minha vida. Vejo-te sempre linda, sempre pura, sempre tu, sempre Mãe!


Autor: Pe. João António Pinheiro Teixeira
DM

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8 novembro 2022