A iniciativa “Guimarães adoraTe”, que percorre as diversas paróquias e igrejas da Zona Pastoral da Cidade de Guimarães, culmina no dia 4 de junho, Solenidade do Corpo de Deus, na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira,
Segundo uma nota de imprensa enviada ao Diário do Minho pelo padre Paulino Carvalho, o término na iniciativa é entre as 13h00 e as 17h00, dia em que se celebra a grande Solenidade do Corpo de Deus.
O sacerdote refere que, nesse mesmo dia, da parte da manhã, a Eucaristia da Solenidade será celebrada paroquialmente. Da parte da tarde, em Zona Pastoral, na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, às 17h30, terá início a oração de Vésperas Solenes, seguida da tradicional procissão do Corpo de Deus pelas ruas da cidade. «Convidam-se todas para participar e a população das ruas onde passa a procissão a adornar as janelas e varandas com as tradicionais colchas, contribuindo para dar maior beleza e solenidade a esta celebração pública de fé». desafia, em jeito de convite.
No texto ao jornal Diário do Minho, o sacerdote contextualiza que a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, vulgarmente conhecida como “Corpo de Deus”, é celebrada pela Igreja 60 dias depois da Páscoa, na quinta-feira seguinte à Solenidade da Santíssima Trindade.
Esta celebração pretende sublinhar a importância da Eucaristia para a vida cristã, sendo um momento de adoração, louvor e ação de graças.
Instituída pelo Papa Urbano IV, em 1264, esta solenidade surgiu como resposta às heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia e também ao crescente movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento vivido pelos fiéis.
No cartaz das celebrações destaca-se um pormenor da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira: o Cordeiro envolvido por um resplendor, que remata o sacrário, e, abaixo, dois tetragramas em prata do século XVII. Ao centro surge o Agnus Dei — o “Cordeiro de Deus” — representado sobre o Livro selado e com a bandeira da vitória, símbolo da Ressurreição de Cristo. Esta imagem remete para o Livro do Apocalipse, onde apenas o Cordeiro sacrificado é digno de abrir o Livro da Vida. A representação conduz ao mistério da Eucaristia, em que Cristo se oferece no seu Corpo e Sangue como alimento da vida eterna.
A Custódia em forma de sol radiante reforça esta mensagem: Cristo é a luz que conduz à eternidade e permanece presente no Pão consagrado, tradicionalmente designado por “Hóstia”, termo latino associado ao cordeiro sacrificado.