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Iniciativa “Guimarães adoraTe” culmina no Corpo de Deus na igreja de Nossa Senhora da Oliveira

Iniciativa “Guimarães adoraTe” culmina no Corpo de Deus  na igreja de Nossa Senhora da Oliveira
Fotografia DR

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 01 de junho de 2026, às 16:40

Dia 4 de junho, com a procissão da Solenidade do Corpo de Deus. Vimaranenses do centro são convidadas a adornar as varandas com calchas

A iniciativa “Guimarães adoraTe”, que percorre as diversas paróquias e igrejas da Zona Pastoral da Cidade de Guimarães, culmina no dia 4 de junho, Solenidade do Corpo de Deus, na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira,

Segundo uma nota de imprensa enviada ao Diário do Minho pelo padre Paulino Carvalho, o término na iniciativa é entre as 13h00 e as 17h00, dia em que se celebra a grande Solenidade do Corpo de Deus.

O sacerdote refere que, nesse mesmo dia, da parte da manhã, a Eucaristia da Solenidade será celebrada paroquialmente. Da parte da tarde, em Zona Pastoral, na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, às 17h30, terá início a oração de Vésperas Solenes, seguida da tradicional procissão do Corpo de Deus pelas ruas da cidade. «Convidam-se todas para participar e a população das ruas onde passa a procissão a adornar as janelas e varandas com as tradicionais colchas, contribuindo para dar maior beleza e solenidade a esta celebração pública de fé». desafia, em jeito de convite.

No texto ao jornal Diário do Minho, o sacerdote contextualiza que a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, vulgarmente conhecida como “Corpo de Deus”, é celebrada pela Igreja 60 dias depois da Páscoa, na quinta-feira seguinte à Solenidade da Santíssima Trindade.

Esta celebração pretende sublinhar a importância da Eucaristia para a vida cristã, sendo um momento de adoração, louvor e ação de graças.

Instituída pelo Papa Urbano IV, em 1264, esta solenidade surgiu como resposta às heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia e também ao crescente movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento vivido pelos fiéis.

No cartaz das celebrações destaca-se um pormenor da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira: o Cordeiro envolvido por um resplendor, que remata o sacrário, e, abaixo, dois tetragramas em prata do século XVII. Ao centro surge o Agnus Dei — o “Cordeiro de Deus” — representado sobre o Livro selado e com a bandeira da vitória, símbolo da Ressurreição de Cristo. Esta imagem remete para o Livro do Apocalipse, onde apenas o Cordeiro sacrificado é digno de abrir o Livro da Vida. A representação conduz ao mistério da Eucaristia, em que Cristo se oferece no seu Corpo e Sangue como alimento da vida eterna.

A Custódia em forma de sol radiante reforça esta mensagem: Cristo é a luz que conduz à eternidade e permanece presente no Pão consagrado, tradicionalmente designado por “Hóstia”, termo latino associado ao cordeiro sacrificado.