O VI Ciclo de Órgão da Diocese de Viana do Castelo vai promover seis concertos e uma ‘masterclasse’, entre 25 de setembro e 22 de novembro, em seis concelhos do distrito.
Organizada pelo Secretariado de Liturgia da Diocese, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, a iniciativa visa valorizar a música, o património religioso e os instrumentos históricos da região.
A programação foi apresentada hoje, na igreja de Nossa Senhora da Caridade, junto ao órgão que ilustra o cartaz deste ano.
Com entrada gratuita, os concertos passam pela Sé Catedral (26 de setembro, 21h30), Igreja de São Domingos (10 de outubro, 21h30), Igreja de Serreleis (6 de novembro, 21h30), Igreja da Misericórdia (15 de novembro, 16h00), Mosteiro de São Romão de Neiva (21 de novembro, 21h30) e Igreja da Areosa (22 de novembro, 16h00).
O Mosteiro de São Romão de Neiva acolhe a ‘masterclasse’ de órgão com António Esteireiro a 21 de novembro, às 10h00.
O bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador, sublinhou a enorme riqueza da diocese nesta área, que conta «com mais de 40 órgãos inventariados, sobretudo os que precisam de recuperação».
O prelado assumiu a exigência da salvaguarda deste património, salientando que os órgãos necessitam «de uma recuperação constante, acima de tudo depois de terem sido deixados de lado durante décadas e décadas, alguns até durante séculos», razão pela qual a diocese tem pela frente «um trabalho muito árduo e contínuo».
O evento chega já a mais de metade do distrito, incluindo Monção, como assinalou Tiago Rodrigues, do Secretariado de Liturgia. O ciclo assenta nas dimensões cultural, pedagógica e litúrgica, estimulando as paróquias a dar vida a estes instrumentos.
O vereador da Cultura e vice-presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Manuel Vitorino, frisou que «não se trata apenas de órgãos».
Para o autarca, «vindos da inatividade e silêncio destes órgãos, esta atividade veio trazer-nos não só a sonoridade dos instrumentos, mas também a fruição cultural, estética e religiosa, aliada a uma componente turística e de promoção do nosso território», valorizando a descentralização cultural.
Já o diretor artístico, Daniel Sousa, explicou que se pretende «revelar o património dos órgãos de tubos da região e, ao mesmo tempo, divulgar o nosso território», acrescentando que «a promoção variada convida-nos a mergulhar no espírito das obras escolhidas» e que «cada concerto musical é uma oportunidade de conhecer os órgãos e os espaços da nossa diocese».