O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho reuniu com o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, para discutir diversos assuntos relacionados com a estratégia e plano ação Alto Minho 2030, segurança pública e projetos-chave de investimento no território.
A reunião, que decorreu em Arcos de Valdevez, contou ainda com a presença da secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto, da secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, do presidente da ANEPC, José Duarte da Costa, e do secretário-geral do ministério da Administração Interna, Marcelo Mendonça de Carvalho. Um dos pontos da agenda de trabalho foi a apresentação da Estratégia Alto Minho 2030 e dos investimentos prioritários identificados no âmbito do seu Plano de Ação Riscos, Segurança e Proteção Civil. Assim, foi apresentado o plano de ação para a resiliência e gestão ativa do território, com destaque para a articulação e coordenação conjunta com a Federação de Bombeiros do distrito de Viana do Castelo. O objetivo é promover uma ação conjunta dos corpos de bombeiros nos próximos anos e reforçar os serviços municipais de proteção civil, garantindo as competências que lhes estão atribuídas, como recursos humanos, equipamentos, informação, formação e capacitação para a ação. Outro tema relevante abordado neste encontro foram os principais projetos chave a dinamizar no Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, ao nível do Programa de Ação de Riscos, Segurança e Proteção Civil do Alto Minho, destacando-se a necessidade de investimento de 39 milhões de euros até 2030, numa lógica de adaptação planificada e proativa à escala intermunicipal e partilhada em três áreas chave. como planeamento e gestão de riscos à escala da paisagem, aquisição e gestão conjunta de equipamentos e qualificação e requalificação de infraestruturas.
A segurança dos territórios também foi debatida, tendo sido analisado o possível impacto do controlo documental de pessoas nas fronteiras terrestres durante a JMJ. A par disso, foi destacada a tendência de decréscimo do número de efetivos policiais, assim como os principais indicadores associados ao nível de criminalidade no Alto Minho. Por fim, foi ainda enfatizada a necessidade de acompanhar a população idosas do Alto Minho.