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Arquidiocese de Braga faz história ao abrir túmulo de S. Geraldo, figura maior da história da Igreja e da cidade de Braga

Arquidiocese de Braga faz história ao abrir túmulo de S. Geraldo, figura maior da história da Igreja e da cidade de Braga
Fotografia DR

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 24 de agosto de 2026, às 19:22

Abertura aconteceu no dia 12 de agosto e revelou descobertas surpreendentes

A igreja de Braga assinalou o dia 12 de agosto, como «histórico», com a abertura, pela primeira vez em mais de cem anos, do túmulo-relicário do arcebispo São Geraldo. Em comunicado, o Cabido da Sé Primacial classificou o acontecimento de particular relevância histórica, religiosa e patrimonial, uma vez que se trata de uma das figuras maiores da história da Igreja e da cidade de Braga.

Para contextualizar o acontecimento, o Cabido da Sé refere que o estado de deterioração da base que sustentava a imagem jacente, situada sobre o altar da Capela de São Geraldo, havia deixado a descoberto uma tampa de madeira, dotada de fechadura, pertencente à arca do altar. Um conjunto escultórico fora colocado sobre o túmulo-relicário por ordem do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles, aquando da trasladação das relíquias para o altar que mandara construir em honra do santo, em 1712.

«No início dos trabalhos, os técnicos do Gabinete de Conservação e Restauro da Arquidiocese de Braga removeram, para tratamento, o varandim da câmara funerária, a imagem jacente e a respetiva base — em forma de leito —, bem como os painéis barrocos de talha dourada que revestiam as faces laterais do conjunto. Esta intervenção revelou a existência de um sarcófago medieval, executado em pedra de Ançã — um tipo de calcário —, no qual, segundo os relatos conhecidos, deveriam encontrar-se, dentro de uma pequena arca de prata, as relíquias insignes do venerável arcebispo que governou a Igreja de Braga entre 1095 e 1108», pode ler-se.