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Comércio de exceção também enfrenta dificuldades apesar de se manter aberto

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Publicado em 31 de janeiro de 2021, às 16:22

A crise maior atinge os comerciantes que tiveram que fechar as portas, mas alguns dos que podem estar abertos também não chegam a abrir a registadora.

Em Braga há comércio considerado "de exceção" que também está a passar por dificuldades. Embora a crise seja incomparavelmente maior junto das empresas que tiveram que encerrar as suas portas, há também alguns estabelecimentos comerciais, que apesar de, segundo a legislação, poderem estar abertos ao público, nem conseguem abrir a caixa registadora. O alerta parte da própria Associação Comercial de Braga (ACB, que aponta «realidades distintas» no comércio em Braga, salientando a gravidade da situação de um conjunto de empresas dos setores do comércio e turismo, cuja atividade se encontra suspensa. «A situação destes empresários é insustentável, mas existem outras empresas que, embora podendo continuar a laborar porque constituem exceções por comercializarem bens ou serviços essenciais, também se encontram numa situação difícil porque as pessoas estão confinadas e só se deslocam às lojas mesmo no limite da necessidade», argumentou o diretor-geral da ACB, Rui Marques. Segundo o responsável têm chegado inúmeros relatos à associação, por parte destes comerciantes que embora com licença para trabalhar, não chegam a fazer negócio suficiente para manter as portas abertas. Floristas, lavandarias, drogarias, oculistas, lojas de ferragem são alguns dos ramos que se mantêm abertos, mas que não registam o mesmo volume de negócios que outros essenciais como farmácias e parafarmácias, bombas de combustível, oficinas e funerárias. «Temos tido muitas empresas que nos relatam que terminam muitos dias com caixas praticamente a zero porque, de facto, não há pessoas na rua», contou. [Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]
Autor: Carla Esteves