O Município de Braga quer dar uma nova vida ao gnration, com uma programação mais intensa e uma utilização mais próxima das pessoas, adiantou João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, à margem da cerimónia de abertura da 16.ª edição do festival Semibreve.
Sem defender uma mudança radical no modelo do equipamento municipal, o autarca considera necessário repensar a sua programação e o papel que desempenha na vida cultural dos bracarenses, de forma a torná-lo mais relevante para a comunidade.
«O gnration, manifestamente, pode ter uma vida, uma programação, uma atividade e, sobretudo, uma forma de ser vivido pela cidade, que, na nossa opinião deve ser intensificado», afirmou.
João Rodrigues defendeu que o objetivo passa por dar motivos concretos para que as pessoas utilizem o espaço. «As pessoas têm que perceber que podem e devem usar o gnration, mas isso não se faz porque lhes dizemos que podem e devem. Temos que dar motivos para que possam utilizar o gnration como nós achamos que deve ser utilizado», acrescentou o autarca.
Semibreve liga a cultura à cidade
O Semibreve inaugurou, hoje, a 16.ª edição com instalações de arte digital e cinco trabalhos de estudantes universitários no gnration. O festival apresenta até domingo um programa que integra concertos, instalações, cinema, workshops e conversas, distribuídos por vários espaços culturais da cidade. Além do gnration, o programa passa pelo Theatro Circo, MUZEU, Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho, Basílica dos Congregados, Capela Imaculada do Seminário Menor, Museu Nogueira da Silva, Casa Rolão e Conservatório de Música Calouste Gulbenkian Braga.
Rafael Vale, da organização, agradeceu o envolvimento das universidades, dos estudantes, dos parceiros e do município. O responsável destacou ainda a colaboração com a Edigma, que se prolonga há 11 anos e está associada ao Prémio Semibreve.