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Arcebispo de Braga pede renovação do ardor missionário a exemplo de S. Martinho

Arcebispo de Braga pede renovação do ardor missionário a exemplo de S. Martinho
Fotografia Francisco de Assis

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 22 de outubro de 2026, às 20:15

Sé Catedral acolheu as celebrações religiosas daquele que é o principal padroeiro da arquidiocese de Braga

O Arcebispo Metropolita de Braga presidiu hoje às celebrações religiosas na Sé Catedral em honra de Martinho de Dume, o padroeiro principal da Arquidiocese de Braga. A poucos dias do  terceiro “Renovar”, da Arquidiocese de Braga, que se realiza amanhã e sábado no Fórum Braga, D. José Cordeiro pede renovação do «ardor» e do «zelo» missionário, a exemplo de S. Martinho e de São Paulo.

A eucaristia solene foi presidida pelo Arcebispo de Braga, concelebrada pelos bispos Auxiliares de Braga, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita, cónegos da Sé e sacerdotes. Os cânticos foram da responsabilidade do coro da Escola de Música Litúrgica da Arquidiocese de Braga.

Na sua homilia, D. José Cordeiro começou por realçar que a Igreja é Corpo de Cristo e por isso, os membros da Igreja, estão profundamente unidos uns aos outros. «Todos somos irmãos em Cristo, não importando o local ou o tempo em que vivemos a nossa fé. Pelo mistério de Cristo há uma comunhão vital entre todos nós», disse.

Para o prelado, o apóstolo Paulo compreendeu em profundidade este mistério, e explanou-o nas suas cartas, como foi ouvido na segunda leitura, onde o Apóstolo diz que luta para que sejam confortados os corações de todos, mesmo daqueles que não o viram pessoalmente. «A união entre todos os cristãos leva-nos, assim, a perceber que não é possível viver a fé cristã de um modo individualista; mesmo aquele ou aquela que segue a vocação eremítica vive-a com a consciência de estar ligado espiritualmente aos seus irmãos na fé», disse D. José, realçando: «Vivemos em dependência uns dos outros, e a vida de uns influencia a vida de outros».

 

S. Martinho e S. Paulo como exemplos do zelo de anunciar Cristo

Segundo o Arcebispo de Braga, à sua maneira Paulo foi pastor que buscou as ovelhas perdidas e foi sal e luz para o mundo, enfrentando perigos, incompreensões e perseguições.

E acrescentou que, no seu tempo, S. Martinho de Braga, quer como abade de um mosteiro, quer como bispo de uma diocese, interpretou também como sua a missão de lutar para que os cristãos chegassem à plenitude do “mistério de Deus, que é Cristo” (Cl 2,2).

«O zelo de anunciar Cristo levou São Martinho a sair da sua terra, a peregrinar aos lugares santos, e a ouvir o chamamento de Deus que o incitava a vir para a região onde nós hoje vivemos. Precisamos de renovar em nós o zelo de Paulo e de Martinho e o seu ardor missionário», enfatizou.

D. José lembrou que, na mensagem para o Centenário do Dia Mundial das Missões, a Conferência Episcopal Portuguesa afirmou que «Hoje, a missão passa pelas nossas cidades, aldeias, escolas, universidades, famílias e lugares de trabalho. Passa por aqueles que se afastaram da fé, por gerações que já não receberam o anúncio cristão e também pelo encontro quotidiano com pessoas de diferentes culturas e tradições religiosas», recordou, também em jeito de apelo a uma fé mais vivida.