A rede de museus e os espaços patrimoniais de Braga vão abrir portas até de madrugada, com horários alargados e acesso totalmente gratuito, entre os dias 4 e 6 de setembro, transformando-se num dos eixos principais da programação cultural da Noite Branca de Braga.
Sob o mote “A mesma cidade. Outra forma de a ver” e integrando o novo posicionamento “Em Braga, a noite tem outro ritmo”, a iniciativa promovida pelo Município de Braga pretende colocar a criação contemporânea e a história no centro da experiência urbana, juntando artes visuais, fotografia, instalações, performances e visitas noturnas a lugares habitualmente reservados ao público numa atmosfera mais próxima e descontraída.
No âmbito do circuito patrimonial, o Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa acolhe a iniciativa “Percurso pela Natureza, À Luz da Lanterna”, agendada para as noites de sexta-feira e sábado, às 20h30, além da realização do “Happy Hour no Museu” ao final da tarde.
Já na Sé Catedral de Braga, o público terá a oportunidade de aceder a locais do monumento raramente abertos a visitas, como a Sacristia-Mor, o Coro Alto, o Varandim da Galilé e o Pátio Sobre o Claustro, com entradas a partir de sexta-feira. A oferta de itinerários históricos inclui ainda vistas panorâmicas a 360 graus na Torre Medieval do Museu Pio XII e propostas de desaceleração nas Termas Romanas do Alto da Cividade, na Domus da Escola Velha da Sé e na Fonte do Ídolo.
A vertente expositiva destaca-se no Forum Arte Braga, com a mostra “Solares Portugueses”, da Vasco Collection, reunindo obras de artistas como Paula Rego e Júlio Pomar.
O espaço MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst apresenta a exposição “Sejamos Realistas, Exijamos o Impossível”, reunindo mais de uma centena de obras de 84 artistas como Pablo Picasso, Helena Almeida e Julião Sarmento, que conta com visita guiada no sábado, enquanto a ZET Galeria de Arte acolhe a exposição individual “Antilike”, do artista BECO, com visita guiada na sexta-feira.
A Galeria da Estação exibe o ensaio fotográfico “Along the Closed Borders”, da artista arménia Lilit Danielyan, e o Museu Nogueira da Silva mantém abertas as exposições “O Retrato na Coleção” e “Ao Pé do Mar: 80 Pinturas a Pastel de Óleo”.
A programação estende-se ao Palácio do Raio, que exibe “Oráculo 2 del Palácio Azul”, de Carmen Touza, com horário alargado no sábado até à 01h00, ao Museu do Traje com a instalação participativa “Capotilha – O Museu Transborda”.
Também à Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, que integra o percurso com as mostras “Vítor Novo Vieira” e “Um Olhar Sobre a Natureza”, de Rafaela Martins, além da instalação “Palavra Suspensa”, ‘workshops’ de azulejo e momentos dedicados à tradição oral.
Os equipamentos culturais servem, igualmente, de palco para apresentações de dança contemporânea pelo grupo Ent’artes e para o tradicional Concerto da Noite Branca pelo Orfeão de Braga, ambos no Palácio dos Biscainhos.
Para as famílias, o programa contempla um conjunto de atividades lúdicas e pedagógicas, como as iniciativas “Uma Biblioteca no Jardim” e “Desenhar o Som” no Museu D. Diogo de Sousa, a oficina “Pedras dos Afetos” no Museu Pio XII e o jogo de descoberta “Uma Aventura no Jardim” no Museu Nogueira da Silva.
A participação na programação cultural da Noite Branca é totalmente gratuita, mas limitada à lotação de cada espaço, sendo necessária a inscrição prévia para algumas das oficinas em noitebranca.braga.pt.