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No centenário da paróquia, os vicentinos de Braga são chamados a testemunhar a sua fé com autenticidade e sem medo

Fotografia Francisco de Assis

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 22 de janeiro de 2026, às 21:24

Eucaristia festiva foi presidida pelo Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, que recorreu ao exemplo do mártir S. Vicente

A paróquia de São Vicente de Braga está em festa por uma dupla razão: por um lado, pelo centenário da sua criação; e por outro, por estar a festejar o padroeiro, São Vicente. A  celebração da eucaristia do Jubileu pelos 100 anos decorreu esta noite e foi presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, que desafiou os vicentinos  e os fiéis em geral a testemunhar a sua fé, em público, sem medo nem vergonha, a exemplo de São Vicente.

No início da missa festiva, após uma saudação por parte de José Diogo, juiz da Irmandade do Mártir São Vicente,  todos os presentes uniram-se na oração da Renovação da Paróquia de São Vicente de Braga, onde se suplica que, ao comemorar os 100 anos da fundação da Paróquia, que o fogo do Espírito Santo seja derramado nos corações de cada um, para que todos vivam «um estilo cristão, de proximidade com todos, de espírito de comunidade e em permanente atitude missionária».

Na sua homilia, D. José Cordeiro manifestou gratidão e renovada alegria e esperança por participar com os vicentinos, na festa do  Padroeiro da Paróquia.

O Arcebispo de Braga lembrou que não basta admirar a coragem e a fé dos santos que derramaram o seu sangue em nome de Cristo e do Evangelho. É preciso seguir o exemplo. «Somos interpelados a viver também o martírio. Felizmente estamos em ambiente de liberdade religiosa, não nos é pedido a doação do sangue ou testemunho do derramamento de sangue, mas é pedido quotidianamente o testemunho naquele em que acreditamos», disse, especificando:  «Somos chamados ao “martírio branco”, isto é, aquele martírio sem vergonha, com confiança, com autenticidade, com simplicidade, nós somos o que somos dentro e fora da igreja, dentro e fora da sacristia, dentro e fora de casa ou no trabalho.

O facto de S. Vicente ter sido diácono, levou D. José Cordeiro a enaltecer a importância do Diaconado Permanente, uma invenção criativa das comunidades primitivas, para atender a necessidades reais.