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Trabalhadores da APPACDM de Braga protestam contra subsídios em atraso

Trabalhadores da APPACDM de Braga protestam contra subsídios em atraso
Fotografia DM

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 31 de março de 2025, às 12:25

Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) criticou “silêncio” da direção da APPACDM

Os trabalhadores da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Braga manifestaram-se hoje contra os subsídios em atraso e deram conta da sua “preocupação crescente” com a sustentabilidade da instituição.

Em declarações à Lusa, a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) Ana Rodrigues criticou ainda o “silêncio” da direção da APPACDM perante a situação.

“Neste momento, estamos a falar do não pagamento do subsídio de férias de 2023 e do subsídio de Natal de 2024 e da falta de perspetivas para o pagamento do subsídio de férias de 2024 e do subsídio de Natal de 2025”, referiu.

Ana Rodrigues sublinhou a “preocupação crescente” com a sustentabilidade da instituição, que “coloca em risco” cerca de 170 postos de trabalho e o atendimento a 300 utentes com deficiência mental.

“O CESP [que representa cerca de 90% dos trabalhadores da APPACDM] tem tentado negociar com a direção, para se conseguir um plano de pagamento, mas a resposta é sempre o silêncio. E os trabalhadores ficam em situação de precariedade, ansiedade e instabilidade”, acrescentou.

Hoje, os trabalhadores decidiram sair à rua para denunciar a situação, marcando uma concentração frente a uma das valências da APPACDM em Braga e um desfile até ao Centro Regional da Segurança Social.

Contactado pela Lusa, o presidente da APPACDM de Braga, Bruno Silva, admitiu que a instituição “não tem tesouraria” para o pagamento daqueles subsídios.

No entanto, Bruno Silva negou qualquer tratamento discriminatório de sindicatos, mas sublinhou que não admite faltas de correção e de respeito.

“As instituições têm de pautar-se pela retidão”, referiu.

No entanto, Bruno Silva, que lidera a APPACDM desde fevereiro de 2024, tem dito que encontrou um “colossal” buraco financeiro, que poderá ascender a mais de três milhões de euros.

“A APPACDM está sem tesouraria e não temos uma solução milagrosa”, referiu Bruno Silva à Lusa, em dezembro último.