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Diversas formas de violência marcam a sociedade portuguesa

Diversas formas de violência marcam a sociedade portuguesa
Fotografia Matilde Veiga

Publicado em 25 de novembro de 2023, às 09:38

Conferência reuniu várias entidades sociais, de segurança e investigação no Mosteiro de Tibães

O Mosteiro de Tibães recebeu ontem a apresentação de um estudo realizado por um grupo de investigadoras do Centro de Investigação em Psicologia da Universidade do Minho (CIPsi), que mostra que a realidade portuguesa é marcada por diversas formas de violência. O estudo foi apresentado na conferência “Violência Contra as Mulheres e Violência Doméstica: Uma Análise Interseccional da Realidade Nacional”. Um dia antes do Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre a Mulher, instituído, em 1999, pala Organização das Nações Unidas (ONU), foi apresentado o projeto, apoiado pela Fundação “La Caixa”, que tem como objetivo apoiar projetos de investigação social decorre há dois anos, sob a orientação de Mariana Gonçalves (investigadora auxiliar na Escola de Psicologia da Universidade do Minho), onde foi recolhida uma amostra de 715 pessoas com histórias de vitimação e 503 profissionais que trabalham no sistema de proteção à vítima em Portugal, nas áreas psico-sociais, da saúde e da justiça.

O programa arrancou com a mesa de abertura, onde foi feita introdução e contextualização ao tema da violência, que contou com palavras de Carla Sepúlveda, vereadora da Educação e da Inovação e Coesão Social da Câmara Municipal de Braga, com Paulo Oliveira, coordenador do Mosteiro de São Martinho de Tibães, e da Direção da Regional da Cultura do Norte, Miguel Gonçalves, professor Catedrático e presidente da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, e Mariana Gonçalves. Deu-se continuidade ao momento, com a apresentação do tema da Violência Contra as Mulheres e Violência Doméstica: Realidade Nacional, onde foram apresentados vários gráficos e amostras com base na investigação feita que retratam a dimensão desta realidade, muitas vezes escondida, que envolve não só mulheres, mas também homens.

Também profissionais de socorro e segurança marcaram presença na conferência. Um dia dedicado à Violência Doméstica que contou com a abordagem de várias formas de violência mais praticadas em Portugal, como a violência psicológica (85%), a discriminação (66%), violência sexual (45%). Ao longo do dia, inteiramente dedicado ao tema da conferência, foram averiguados mais aprofundadamente os fenómenos da violência contra as mulheres e violência doméstica. Também oradores de diversas áreas, como da GNR, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima ou do Agrupamento de Centros de Saúde Cávadoonde se discutiram experiências de vitimização numa perspetiva interseccional, mas também as respostas de apoio, incluindo desafios e necessidades de serviços e profissionais, a partilha de boas práticas e momentos de networking.