O Mercado Municipal de Braga acolheu, no passado sábado, a primeira edição do “Festim Rusgueiro/2023”, mais uma iniciativa da Rusga de S. Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho em parceria com a Junta de Freguesia de S. Vicente desta cidade. O grande objetivo deste “Festim Rusgueiro” foi promover as diferentes manifestações artísticas de matriz popular tradicional, como o teatro, a dança e o canto, entrecruzando com a música clássica e outras artes performativas e proporcionando um espetáculo eclético, por forma a poder chegar a diferentes tipos de públicos.
Segundo a Rusga de S. Vicente procurou-se proporcionar momentos de celebração e são convívio entre os diferentes artistas e o público presente. «Assim, estamos convictos que os objetivos inicialmente preconizados com a realização deste sarau cultural, foram amplamente atingidos. Todo o alinhamento do espetáculo foi escrupulosamente cumprido», sustenta, acrescentando que as reações do público presente foram bastante positivas, evidenciando a centralidade do local escolhido . Para a Rusga de S. Vicente «o alçado principal resulta muito bem em termos cenográficos, e o som e luz foram outros pontos a merecerem destaque, bem como, o alinhamento e diversidade do programa apresentado».
Foi com sonoridades bem ritmadas e alegres das gaitas de foles e percussão do grupo Sons da Suévia, que iniciou o Festim Rusgueiro, tendo entrado depois em palco o grupo organizador desta iniciativa, a Rusga de S. Vicente de Braga - GEBM, para apresentar o seu repertório de danças e cantares da região Baixo-minhota e mostrar a beleza na diversidade dos seus trajes populares.
O terceiro momento artístico da noite, foi da responsabilidade do duo de guitarra clássica e clarinete, Artur Gil Godinho e Eduardo Seabra, respetivamente. A primeira incursão ao teatro popular fez-se através do ator, encenador e escritor bracarense, Fernando Pinheiro, no papel de professor doutor Espontâneo da Silva, com a sua eloquente e satírica “Palestra Adverbial sobre o Nim”.
Após este breve momento teatral de cariz popular, deu entrada em palco o Rancho Folclórico de Barbeita, Monção, para presentear o público com os viras, malhões e chulas bem picadas, acompanhadas pelas vibrantes vozes, que tanto caraterizam o Alto Minho.
Depois da atuação do segundo grupo folclórico da noite, voltamos ao teatro popular, desta vez para apresentar o monólogo do “Zé Pacóvio”, da responsabilidade do ator bracarense, José Gonçalves. Numa noite em que o S. Pedro deu tréguas, faltava subir ao palco o terceiro e último grupo Folclórico, a Ronda Típica da Meadela, Viana do Castelo. Iniciam a sua atuação com uma homenagem à grande romaria de S. João d’Arga, com os romeiros, respetiva tocata, mais os cantadores e cantadeiras.
A restante atuação, foi uma mostra da vivacidade do folclore alto-minhoto e da garridice do traje vianês. Para encerra o Festim, coube à Ronda Típica da Meadela iniciar o Vira Geral, convidando todos os presentes, público e demais artistas, a um pezinho de dança, para em conjunto celebrar o fecho da primeira edição do “Festim Rusgueiro/2023”.
Face aos muitos elogios e estímulos recebidos, quer do público presente, quer dos grupos e artistas participantes, a Rusga de S. Vicente expressou já a vontade e algumas ideias para que a realização da 2.ª edição do “Festim Rusgueiro” aconteça já no próximo ano.