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Greve dos professores condicionou provas de aferição em várias escolas de Braga

Fotografia DM

Publicado em 06 de junho de 2023, às 16:00

O Sindicato dos Professores da Zona Norte não conseguiu dar um número concreto de escolas em que as provas não foram feitas.

A greve nacional dos professores realizada esta terça-feira deixou várias escolas de Braga sem poder realizar as provas de aferição. Alexandre Dias, do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN), disse ao Diário do Minho que a maioria das provas não foi realizada, mas não conseguiu fornecer um número de escolas em que as provas ficaram por fazer.

Uma plataforma de nove organizações de professores realizou esta terça-feira uma greve nacional e duas manifestações para reivindicar os seis anos, seis meses e 23 dias de tempo de serviço prestado e não pago, assinalando esse tempo de serviço "congelado" na data simbólica de 6/6/23.

Além da greve, foram realizadas manifestações para o Porto e para Lisboa. Também foram anunciadas greves para a época de exames nacionais e avaliações finais.

Alexandre Dias, dirigente sindical do Sindicato dos Professores da Zona Norte, afirmou ao Diário do Minho que "a maioria dos exames que supostamente seriam feitos hoje não estão a ser realizados, quer no primeiro turno, quer já no segundo turno", acrescentando que muitas escolas do 1.º ciclo estão fechadas". Para esta terça-feira estava marcada a realização das provas de aferição de História e Geografia de Portugal, para o 5.º ano de escolaridade.

A greve não tem "nenhum impacto directo na avaliação final dos alunos", disse o dirigente do sindicato da Federação Nacional de Educação, já que o propósito das provas de aferição é a "análise do sistema educativo e da forma como o sistema está a ser desenvolvido em termos de algumas disciplinas", mas sublinhou que a correção das provas "exige muito esforço dos professores, que vão utilizar a sua componente não letiva e individual", sem direito a "qualquer tipo de contrapartidas" da parte do Ministério da Educação.

Para o responsável, o objetivo da greve, em que foi pedido "a todos os professores" para expressarem "o seu descontentamento e indignação pelo facto de um governo num país democrático se recusar a negociar a qualidade do sistema educativo", é mostrar "que este tipo de medidas impostas pelo Ministério não são sustentáveis", levando a que haja "cada vez menos professores no sistema" e professores "menos qualificados", o que "não é bom para os pais, não é bom para os alunos, e não é bom para uma profissão que já foi atrativa, mas neste momento não é", estanto a perder profissionais "a uma velocidade estonteante".

"Nós não podemos permitir que os professores continuem a ser tratados de uma forma pouca correta por parte do ministério da Educação", declarou Alexandre Dias, reclamando que "uma escola pública de qualidade exige que haja professores de qualidade, e o que não tem sido feito ao longo deste últimos anos é garantir que os professores possam desempenhar as suas funções de forma coerente, de forma prática, sem que acabem com a sua saúde e acabem com as suas condições de trabalho".