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Vislumbrando um tempo novo!

Agosto caminha para o fim e com ele termina o tempo de pousio da conturbada vida presente. Se não fossem os malfadados incêndios que ciclicamente consomem a floresta e recriam o habitual desassossego nestes dias estivais, teríamos por certo a tranquilidade necessária para descansar, refletir e preparar as lidas que ainda nos esperam. Os fogos que ano após ano e um pouco por todo o país causam enorme sofrimento, levam à perda de vidas, vão descaracterizando a paisagem e consomem avultados meios no seu combate parecem ser uma praga que ninguém ousa encarar verdadeiramente de frente.

J. M. Gonçalves de Oliveira
27 Ago 2013

Acredito que só os recursos gastos no seu combate seriam suficientes para pôr em prática as medidas necessárias à sua efetiva prevenção. Sem contabilizar os danos humanos, somando as quantias despendidas em combustíveis, em meios terrestres e aéreos não será difícil chegar a esta conclusão. Enquanto isto não acontecer, teremos regularmente este infernal espetáculo que a todos empobrece. Porém, não devemos desesperar. Algum dia seremos capazes de ultrapassar este flagelo.
Depois deste breve desabafo, retomo a reflexão que este nobre mês de férias quase a terminar proporciona, arquivando na memória as recordações mais importantes deste período e planeando as ações que irão preencher o dia-a-dia de mais um ano. Um ano que, à semelhança da maioria dos portugueses, anseio melhor do que os dois últimos e que, pelos recentes indicadores económicos vindos a público, poderá representar a viragem há muito esperada.
Estes importantes sinais de recuperação da economia nacional devem ser encarados com prudência e moderado otimismo e constituem as melhores notícias deste tempo estival. Há muito tempo que não tínhamos crescimento e descida da taxa de desemprego. Por isso, estas novidades vieram dar alguma serenidade aos espíritos mais ansiosos, neste cálido mês de agosto.
A menos de um ano de nos podermos libertar, ainda que parcialmente, do jugo imposto pelas instâncias que compõem a “troika”, todos os indícios que nos levem a crer que vamos conseguir são importantes ajudas para elevarmos a autoestima coletiva e encararmos o futuro com redobrada confiança.
É com esta convicção que vislumbro o amanhã com mais alento porque, lembrando o passado recente, não posso deixar de perguntar – Não é verdade que a situa-ção do país há pouco mais de dois anos era de absoluto descrédito? Não é verdade que a realidade de então nos obrigou a negociar um empréstimo com as condições que nos quiseram impor? Não é verdade que os sacrifícios impostos à maioria do povo português nos últimos dois anos resultaram de grandes desvarios e da falta de responsabilidade de alguns dos nossos dirigentes?
Se apesar de todos os contratempos e algumas dispensáveis embrulhadas fomos capazes de aqui chegar, desejo não duvidar do nosso êxito. Quando são evidentes vestígios importantes da mudança há muito esperada, é tempo de acreditar.
É tempo de acreditar no Governo reforçado e renovado e confiar na coragem dos portugueses para enfrentarmos as agruras que ainda é necessário vencer.
É tempo de esperar que o Governo, ultimamente revigorado na sua dinâmica e coesão e onde despontam novos protagonistas, seja capaz de concretizar os objetivos a que se propôs, libertando o país da subserviência estrangeira e colocando-o na senda do crescimento e do progresso.
Sendo a Economia o motor imprescindível da criação da riqueza, creio que a nomeação do Dr. António Pires de Lima, entre outros novos governantes, foi uma excelente escolha. Possui um profundo conhecimento da área que tutela, tem um saber de experiência feito e tem demonstrado ser discreto nos atos e sensato nas palavras.
Creio que se todos fizerem o que a cada um compete, conseguiremos ultrapassar as dificuldades que nos restam e fazer com que este mês de agosto venha a ser lembrado como o início de um tempo novo.




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