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CHEGA assume compromisso de limpar o país do «amiguismo» e do «compadrio»

CHEGA assume compromisso de limpar o país do «amiguismo» e do «compadrio»
Fotografia

Joaquim Martins Fernandes

Jornalista

Publicado em 03 de março de 2024, às 09:31

Cabeça de lista pelo círculo de Braga em entrevista ao Diário do Minho

Diário do Minho (DM) - O Dr. Filipe Melo assume a candidatura do CHEGA pelo círculo eleitoral de Braga, onde o partido teve o primeiro mandato nas últimas legislativas. Manter o mandato já será um bom resultado ou as pretensões são mais elevadas?

Filipe Melo (FM) - As pretensões são naturalmente mais elevadas. Vamos para estas eleições com o firme propósito de ganhar, e em Braga, não é exceção

DM - Entre as 575 propostas do Programa Eleitoral do CHEGA para as legislativas de 10 de março está a redução do número de deputados para 100 a 180 e a redução do número de ministros para 12. Essa redução não compromete a representatividade da Assembleia da República e a eficácia da ação do governo?

FM - Não compromete a representatividade da Assembleia da República, uma vez que todos os distritos continuarão a ter representação, com a única diferença de haver menos deputados. A eficácia da ação do Governo não é comprometida pelo número de Ministérios, mas sim pela competência e capacidade dos ministros. Há cargos políticos a mais em Portugal, e, se reparar, bem, vários deputados falam apenas uma vez ao longo da Legislatura.

DM - Como é que o CHEGA compatibiliza a redução de deputados com a criação de um novo círculo eleitoral de compensação, que visa, precisamente, eleger mais deputados?

FM - O circulo de compensação não visa eleger mais deputados. O círculo de compensação visa aproveitar, ou não desperdiçar, o voto de milhares de portugueses.

O círculo de compensação retira deputados aos vários distritos, para serem canalizados precisamente para esse mesmo círculo.


DM - O CHEGA deu ao Programa Eleitoral o título “Limpar Portugal”. Em que consiste exatamente essa limpeza? 

FM - Limpar Portugal da corrupção, do amiguismo, do compadrio. Não pode haver mais promiscuidade entre os setores públicos e privados, não pode haver portugueses de primeira e portugueses de segunda. Não pode haver mais benefícios aos ricos e os pobres continuarem cada vez mais pobres, porque não são amigos do poder político.


DM - Concorre por um distrito que é dos que mais acolhe refugiados e migrantes e que foi pioneiro no acolhimento de refugiados da Ucrânia, aquando da invasão da Rússia. Como é que vê essa realidade? Existe uma integração aceitável?

FM - Sim, com certeza que sim. Iria até mais longe, a integração é muito boa. O povo ucraniano é trabalhador, respeitador, que rapidamente aprende a nossa língua e costumes. São muito bem vindos ao país e ao nosso distrito.

DM - A campanha para as eleições legislativas está marcada pela investigação da justiça a vários responsáveis políticos. Isso pode afastar os cidadãos destas eleições, por falta de confiança? 

FM - Não, penso que não. A justiça faz o seu trabalho, isento e responsável. Os partidos políticos fazem campanha para chegar junto dos cidadãos. Os eleitores escolherão em consciência, sabendo que o futuro do país está nas mãos de quem vota. Daí a importância de ir votar no dia 10 de março. São os portugueses que têm a responsabilidade de escolher quem os vai governar nos próximos 4 anos.

DM - O país pode sair das eleições sem um governo de maioria. Deve governar o partido que vencer, mesmo que minoritário, ou deve ser encontrada solução pós-eleitoral estável? 

FM - Naturalmente, que o paradigma da governação em Portugal mudou. Desde 2015, com a geringonça, há claramente um setor de direita e um de esquerda.

Estou convencido e defendo que deve ser encontrada uma solução pós eleitoral estável, que garanta um governo sólido, capaz de fazer as reformas que o país necessita e que coloque o país na rota do crescimento económico. E, como todas as sondagens apontam, esse governo sólido e estável só é possível à direita e com o CHEGA.


DM - Para o candidatura do CHEGA, quais as prioridades que importa defender na Assembleia da República em nome dos interesses do distrito de Braga?

FM - Os nossos pensionistas têm de ver as suas pensões mínimas ao nível do salário mínimo nacional. 

Garantir creches gratuitas para todos os bebés, bem como professores em todas as disciplinas, em todas as escolas.

Na saúde, exigimos a construção imediata do novo Hospital de Barcelos, e a reversão do Hospital de Braga para Parceria Público-Privada. Guimarães e Famalicão necessitam nos seus hospitais de obras de remodelação, e reforço com especialidades médicas que ainda não possuem. Não podemos neste ponto da saúde deixar de referir a valorização dos salários, não só dos médicos, mas também dos enfermeiros, técnicos e auxiliares. Mobilidade, Habitação e Segurança são outros temas que nos preocupam imenso. 


DM - Na área das acessibilidades, qual é a grande prioridade?

FM - A construção da Variante do Ave, que ligará Guimarães à Póvoa de Lanhoso e a Vieira do Minho. O metro de superfície a ligar o Quadrilátero e o reforço da linha ferroviária no distrito de Braga são opções fundamentais.

Na área da habitação, é urgente envolver os privados e garantir nova construção rapidamente, em terrenos públicos, que seriam cedidos para o efeito. O regresso do crédito jovem bonificado é outra das nossas prioridades. Ao nível das forças de segurança, seremos intransigentes na defesa da melhoria dos salários e na atribuição imediata do subsídio de risco aos agentes da PSP e aos militares da GNR, que, justamente, diga-se de passagem, foi atribuído à Polícia Judiciária.