Fotografia:
Alguns reparos à nova imagem da gare ferroviária bracarense

Li com atenção e apreciei imenso o artigo publicado no dia 28 de Agosto – “A nova imagem da gare ferroviária bracarense” -, da autoria de Adão Gomes Pereira.

N/D
5 Set 2004

Também eu fiquei «radiante, maravilhado e orgulhoso» do novo visual da nova estação de Braga, dos apeadeiros, do conforto e beleza das novas composições…
Entretanto, faço alguns reparos que o articulista não abordou e que me parecem ser de grande interesse:

– qualquer viajante que chegue à estação de Braga não vê afixado nem a hora de partida nem a linha, nem as paragens; juntemos a isto uma “sonorização” muito deficiente devido ao enorme espaço vazio. Os custos de um grande quadro geral indicativo e de televisores no topo de cada linha deveriam ser uma gota de água nos custos gerais.

– nos apeadeiros/estações não há qualquer indicação dos horários dos comboios: quem lá chega fica a olhar para os carris a ver em quais aparece o comboio…

– nos apeadeiros/estações não há qualquer indicação da linha sentido Braga ou Porto: o passageiro terá que adivinhar qual o cais em que vai passar o comboio desejado!…

Estou convencido que para os Senhores da REFER estas “falhas” não têm qualquer importância porque eles devem saber tudo… ou não andam de comboio…

Tive hoje [1 de Setembro] oportunidade de visitar com “melhores olhos” os apeadeiros de Cambezes e Ruilhe e a “estação” de Arentim. E constatei que ainda há mais alguns comentários pertinentes. A CP-REFER manteve o critério de há 100 anos quando foram escolhidas as estações e apeadeiros: não houve o mínimo de actualização que se impunha.

Há 100 anos justificou-se a escolha de Arentim e Tadim para estações tanto pelo movimento de mercadorias, como, e sobretudo, pela necessidade de efectuar cruzamentos de comboios no ramal de Braga.

Hoje nada disso existe e não me parece necessário manter essa atribuição: a haver necessidade, deveria ser o movimento de passageiros a justificá-lo. Pois o facto de serem consideradas “estações”, deu-lhes direito a uma cobertura descomunal para os cais, ofendendo mesmo a paisagem rural, e deixando os apeadeiros com umas miseráveis e solitárias coberturas… que nada cobrem quando a chuva cair e vier empurrada com um pouco de vento. Coitados dos passageiros!…




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