Lemos, com todo o apreço, o escrito do nosso prezado amigo Dr. Carlos Aguiar a sugestão e o pedido dirigido à Câmara Municipal e à respetiva Assembleia Municipal de conceder uma rua com o nome do saudoso Cónego Fernando Monteiro.
Nada mais certo e justo do que esta homenagem a tão ilustre figura da Igreja, da diocese, onde imperou sempre a sua inteligência, dinamismo e ação em prol do desenvolvimento e enriquecimento nas múltiplas funções que ocupou no espaço religioso, social e cultural.
Toda essa sua faceta de um homem fora de série, está bem patente na paróquia de S. José de S. Lázaro, onde foi pároco mais de duas décadas, Mogege e Castelões, no arciprestado de V.N. Famalicão, Oficina de S. José, "Projeto Homem", Cabido da Sé Catedral, Cooperativa João Paulo II, S. Bento da Porta Aberta, fechando com chave d' ouro no Grupo "Diário do Minho" e em outras atividades que nos escapam, mas que já foram assinaladas por ilustres colaboradores deste diário.
Em síntese: socorrendo-nos dum texto evangélico – "transformou a água em vinho" no bom sentido, claro.
Por tudo isto, e muito mais, como simples leitor deste diário e acima de tudo com a felicidade de ter no saudoso Cónego Fernando um grande amigo com quem colaboramos em diversas atividades na paróquia de S. José de S. Lázaro e fazemos aqui parágrafo para recordar o quanto trabalhou e ajudou na concretização do Monumento a Santa Maria de Braga, uma ideia sua que teve a anuência do arcebispo de então D. Eurico Dias Nogueira e que infelizmente foi vítima, há tempos, de vandalismo e encontra-se com os "padrões" onde se situavam os brasões de todos os concelhos da área da diocese de Braga, todos enegrecidos e a precisar duma "limpeza geral" e da colocação de outros brasões, talvez porque não confecionados em azulejos em substituição dos "desaparecidos", que eram em bronze.
Moral da história: Mais do que uma rua, o Cónego Fernando é merecedor duma estátua. A sugestão aqui fica.
Autor: Maurício Sá Couto