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E a culpa é do Passos ...

“Grande lata!” - é a expressão popular e icónica que me ocorre, de imediato, para caracterizar o desaforo da elite socialista a propósito da irresponsabilidade da vinda da Troika em 2011! “Grande descaramento” é preciso ter para contestar o sucesso da “Saída Limpa” no Resgate Financeiro imposto pelo FMI e pela UE!

É bom que a memória não se apague e que a História nos obrigue a reflectir e a retirar lições do passado recente que reporta acontecimentos tristes para um país tradicionalmente frágil e pobre.

1 - É incompreensível, mas é mesmo, os socialistas não assumirem, de vez, o desastre provocado pelo grupo de Sócrates e de “sus muchachos” que levaram o país a prostrar-se de joelhos, diante dos credores! É, de facto, incrível como os socialistas querem enganar a História, contorcer a realidade e amenizar os grandes culpados da bancarrota.

Como podem justificar, desta maneira, com a leveza com que o fazem, os seus insucessos à frente dos destinos dos portugueses?! Será que este povo não têm mesmo dois dedos de testa para perceber o que se passou? É afrontoso, enfim, para o bom cidadão, como os socialistas fazem finca pé para passar as culpas a Passos Coelho pelos erros clamorosos que cometeram e cometem! Simplesmente doentio! Brutalmente irresponsável! Estupidamente maquiavélico.

2 - Ainda falam disso, da Troika, como nada fosse com eles. Sete anos depois! Culpas e mais culpas sempre para o lombo dos outros. A verdade é que o fantasma de Passos Coelho incomoda-os. Irrita-os. Assombra-os. Porquê? Só para justificar o injustificável. Parece que se está a falar com “catraios”, daqueles que não têm consciência das “perrices” que fazem.

É preciso mesmo descaramento em mexer nesta triste “coisa”! Foi o que fez, agora, o socialista Carlos César, perante a história desprezível do negócio esconso que levou à insolvência e desmantelamento do Banif, colocando-o nas mãos do Santander por tuta e meia. Ficava-lhes bem pedir perdão pelo período negro da Troika. Pelas coisas más que aconteceram neste país. Ficava-lhes bem assumir responsabilidades e não andarem aí a dizer disparates, a tentar branquear e reescrever a história. A tentar enganar as pessoas com narrativas enrodilhadas.

3 - Para recordar este tempo negro, só para activar as memórias dos mais desmemoriados. Os primeiros cortes salariais, antes da Troika chegar, foram feitos em 2010. “Governava” José Sócrates. Foi este governante, por proposta de Teixeira dos Santos, ministro da Finanças, que procedeu a cortes para tentar inverter o descalabro. Fê-los à toa. Sem nexo. Completamente desnorteado. Em desespero. Não adiantou nada, porque os cofres do Estado estavam depenados, mirravam a cada momento e os juros subiam em flecha. A dupla governativa deitou a toalha ao chão diante de toda a gente, nos écrans televisivos, e toca a pedir ajuda financeira. Foi o governo do PS que assinou o “memorando de entendimento”, onde lá estavam registadas todas, mas todas, as maldades a aplicar a este povo. Mas, dizem eles com desplante: a culpa é do Passos Coelho.

4 - Se estivermos atentos à narrativa dos socialistas, dá a entender que quem chamou a Troika, talvez, tivesse sido Passos Coelho. Fica a dúvida! É isso que “eles” querem. Instalar a dúvida. No entanto, é repetido até à exaustão que foi este “cafajeste”, anti-patriota e incompetente que, por maldade, chamou os “homens do fraque”. É isto que me revolta e me indigna.

Hoje, sabe-se que o ex- ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, reconhece o papel importante e corajoso de Passos Coelho no equilíbrio das contas públicas e na forma competente como resolveu o problema da bancarrota.

4 - Entretanto, o desaparecimento do Banif e a venda do Novo Banco ao fundo LoneStar com as sucessivas intervenções financeiras do Fundo de Resolução ainda vai dar muito que falar e muita tinta correrá nas páginas dos jornais, se os jornalistas forem isentos e independentes. Os tempos estão rudes para um país que empobrece e para um governo que apodrece.

É preciso mesmo esclarecer toda esta trama que se armou a partir de finais de 2015. Há muita coisa para aclarar. Se há! O exemplo que vem de cima é péssimo e vergonhoso. O país mereceria outra gente nas lideranças. E com outras atitudes. E com outra determinação. Mas, a culpa, de tudo isto, é de Passos Coelho. Como não podia deixar de ser.


Autor: Armindo Oliveira
DM

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27 novembro 2022