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Quando a política falha, quem perde é a freguesia

 


 

Quem me conhece sabe que sempre defendi uma ideia simples: a política só faz sentido quando melhora a vida das pessoas.

É por isso que vejo com preocupação o impasse institucional em que se encontra a União de Freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro. Depois da decisão do tribunal que anulou a eleição da Mesa da Assembleia de Freguesia e dos vogais da Junta, regressámos a uma situação de incerteza que não beneficia ninguém. Muito menos os habitantes da nossa terra.

Independentemente de quem tenha razão no plano jurídico, há uma verdade que não pode ser ignorada: quando as instituições deixam de funcionar em pleno, quem perde são sempre os cidadãos.

Muitas pessoas não têm noção de que uma Junta de Freguesia não é apenas o seu presidente. No caso da nossa União de Freguesias, o executivo é composto por cinco elementos: o presidente e quatro vogais, entre os quais são escolhidos o secretário e o tesoureiro. São eles que asseguram o funcionamento diário da Junta, acompanham obras, gerem recursos, apoiam associações, resolvem problemas e tomam decisões com impacto directo na vida da população.

Quando estes órgãos não estão regularmente constituídos, a freguesia perde capacidade de agir, de decidir e de responder às necessidades concretas das pessoas.

E é aqui que está a diferença entre fazer política e fazer jogos políticos.

Na Iniciativa Liberal acreditamos que as instituições devem funcionar com transparência, respeito pela lei e sentido de responsabilidade. As regras existem para serem cumpridas, mas também para garantir que os cidadãos podem confiar em quem os representa.

Uma democracia saudável não vive de impasses permanentes, de disputas processuais, de bloqueios institucionais ou guerras pessoais. Vive da capacidade de encontrar soluções, respeitar as decisões dos tribunais e colocar o interesse público acima dos interesses partidários.

Enquanto candidato da Iniciativa Liberal à União de Freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro, não posso deixar de lamentar que se continue a perder tempo com conflitos políticos quando há tanto por fazer.

Continuamos a precisar de resolver problemas de mobilidade, de melhorar os espaços públicos, de reforçar o apoio às associações, de melhorar a ligação ao parque industrial e de tornar a freguesia mais atractiva para viver e investir.

É nisso que nos devíamos concentrar.

A política não pode transformar-se numa competição sobre quem vence uma batalha jurídica. A verdadeira vitória é quando a população sente que a sua freguesia funciona melhor, que os seus impostos são bem geridos e que os seus representantes trabalham com seriedade e competência.

É essa forma de fazer política que defendo.

Uma política de proximidade. De responsabilidade. De contas certas. De transparência. E, acima de tudo, uma política que coloca as pessoas em primeiro lugar.

Celeirós, Aveleda e Vimieiro merecem mais do que um impasse. Merecem estabilidade, liderança e uma Junta de Freguesia totalmente focada em resolver problemas, em vez de os criar.

Porque a política deve servir as pessoas. Nunca o contrário.



 

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Miguel Mendes

26 julho 2026