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Uma comemoração e homenagem justíssimas

Faz agora cinquenta anos desde o final do curso que decorreu entre 1974 e 1976. O reencontro esperado e desejado acontece, hoje, dia 20 de Junho. É, sem dúvida, um reencontro de olhares profundos e de emoções fortes. De trocas de histórias de vida e de experiências pedagógicas inolvidáveis. De recordar amizades. De rever passados. A verdade, é que, tudo se passou num instante. Foi mesmo há cinquenta anos que a Escola do Magistério Primário de Braga formou dezenas de novos professores. Jovens promissores e plenos de garra para mudar o mundo. 

Belíssima data para comemorar com entusiasmo e alegria. Com muita saudade e a buscar velhas amizades. À comemoração se junta a sensação nítida que valeu a pena entrar no mundo maravilhoso da Educação, cuja tarefa a desempenhar era, deveras, grandiosa e exigente. O cumprimento do dever estava pré-consignado no nobre desempenho profissional de cada um. A entrega à causa das crianças era sublime e continha algo de mágico. De abrir caminhos. Transitáveis e rodeados de mimos. Os novos docentes, apesar dos tempos complicados e até conturbados que se viviam, deixaram uma pegada pedagógica, didáctica e educativa, de grande qualidade, valorativa e de relevância social bem reconhecida pelas comunidades locais. 


 

1 - Um grupo de professores, até para homenagear todos aqueles que estiveram na linha da frente nos combates à iliteracia, à abertura mental e ao cumprimento da escolaridade obrigatória, teve a feliz ideia de juntar muitos colegas para que este dia não caísse ingloriamente no esquecimento. Fez bem. É reconfortante. Esta lufada de ar fresco, sempre agradável para o espírito e para a alma, sempre viva na memória de todos, recorda também os tempos de juventude. Os tempos da irreverência. Da vontade indómita de querer mudar o mundo. E nesse tempo, havia a ideia clara e a fortíssima convicção que os novos docentes da “Escola Primária” iriam mesmo mudar o mundo da Educação. O mundo social e o mundo educativo, sem dúvida, precisavam desta juventude e desta energia que entrou por montes e vales deste belo país. Nas aldeias mais recônditas e esquecidas, o “Professor Primário” estava lá, levando as letras e os números. A luz e os sonhos. O espírito de abnegação e a esperança. A mão amiga e os afectos.


 

2 - Ser professor é entrar numa aventura. Mas, ser “Professor Primário” tem outro encanto, outra vivência, outra sensibilidade. Essa aventura maravilhosa, porque se vive num mundo de crianças, atinge um frenesim intenso e inolvidável com contornos de descobertas permanentes e em contínuo. A magia, a ingenuidade, a confiança marcam presença nas salas de aula, mas fundamentalmente, no coração dos professores. “O Professor Primário” é diferente. Diferente na sensibilidade e no entendimento. Diferente no diálogo e na forma carinhosa como trata os seus “meninos”. Diferente como abraça a Escola. Diferente, porque o Professor Primário é único.


 

3 - Neste dia de comemoração e de gratidão, expresso o meu reconhecimento a todos os “Professores Primários” que deram sempre o seu melhor e muito de si para tornar o país mais esclarecido, mais humano, mais desperto, abrindo janelas de oportunidades para se formaram homens e mulheres úteis e responsáveis à sociedade. O país muito lhes deve.


 

4 - Expresso também um agradecimento muito especial à Comissão Organizadora pelo trabalho que teve em preparar, mobilizar e levar avante esta comemoração e homenagem com dignidade, aprumo e sentido de responsabilidade. Este evento também faz recordar e é mesmo marcante na vida de todo e de qualquer professor.

Um Bem-haja e parabéns a todos e nunca vos esqueçais: vivei a vida sempre com alegria e de coração cheio de Paz.

Armindo Oliveira

Armindo Oliveira

20 junho 2026