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Solto homenzinho que tenta queimar e matar crianças na Marcha pela Vida

Até ao momento que escrevemos este artigo, António José Seguro “o Presidente-DJ de todos os portugueses” (!), ao contrário de praticamente todos os partidos políticos portugueses, da esquerda à direita, ainda não se pronunciou sobre a tentativa de queimar, cegar e matar crianças, mulheres, mulheres grávidas, idosos e homens indefesos numa manifestação pacífica pela Vida!!! No passado Sábado, dia 21 de Março, início da Primavera, ocorreram em Portugal uma série de “Marchas pela Vida” que juntaram milhares de pessoas nas ruas. É a Caminhada pela Vida: uma manifestação pública anual que defende a vida humana desde a concepção até à morte natural. É um evento organizado pela Federação Portuguesa pela Vida: https://www.federacaopelavida.pt/ . O objectivo é sensibilizar a sociedade e o poder político sobre temas conexionados com a Dignidade da Vida Humana: Oposição ao Aborto e à Eutanásia como nos ensinou o Papa Francisco entre Outros Santos – a marcha surgiu no âmbito dos referendos sobre o aborto e é contra a interrupção voluntária da gravidez e a morte assistida; Promoção de Alternativas: defende políticas públicas de suporte à maternidade e o reforço do acesso aos cuidados paliativos como alternativa à eutanásia (bem mais barata do que os paliativos, mas inumana!); Impacto Geográfico: ainda que tenha começado em Lisboa, a iniciativa expandiu-se e realiza-se no presente momento em cerca de 13 cidades Portuguesas, incluindo Porto, Braga, Aveiro, Coimbra, Évora e Faro. Esta última aconteceu também em Beja, Bragança, Guarda, Lamego, Setúbal e Viseu. Neste contexto, existem petições e iniciativas legislativas como “Pelo Direito a Nascer” e “Toda a Vida tem Dignidade”. São iniciativas dentro do Estado – Espaço e Tempo – de Direito, Democrático, Social, Livre e Verdadeiro. Onde a Liberdade de Expressão e Liberdade de Comunicação são componentes essenciais, art.s 37º e 38º da Constituição. Aliás, a Liberdade de Expressão foi escolhida como tema oficial da Comemoração dos 50 Anos do 25 de Abril. No passado Domingo, em Lisboa, a Marcha pela Vida – iniciativa pública de carácter pacífico, com participação de inúmeras famílias – foi alvo dum ataque terrorista através dum engenho incendiário do tipo “cocktail molotov”, lançado já perto da Assembleia da República, Palácio de São Bento, aquando da fase final da concentração popular. De acordo com a informação divulgada pela Polícia de Segurança Pública, e citada pelos média, um homenzinho de 39 anos, que não estava na manifestação ou marcha, aproximou-se do local e lançou com instinto assassino uma garrafa com gasolina na direcção dos participantes. O engenho caiu junto dum grupo de manifestantes – crianças, mulheres grávidas, mulheres, homens e idosos pacíficos –, mas, Graças a Deus (Milagre!), não explodiu no momento do impacto, o que terá afastado consequências muito mais graves. Porém, o lançamento resultou num brutal alarme social e perturbação traumatizante um pouco por todo o Portugal, sobretudo para as Crianças e Mulheres Grávidas (que deveriam pedir indemnização a este criminoso e/ou psicopata que actou premeditadamente e se fazia acompanhar por um grupo de pessoas que fugiu com cobardia). E, entre todos os destinatários do ódio destes homenzinhos terroristas, constataram-se pessoas atingidas por um líquido inflamável, com roupa “impregnada” e cheiro intenso a gasolina. O homenzinho foi imobilizado e detido de imediato por agentes da PSP presentes no local. As autoridades referiram ainda que, além do detido, foram identificados outros 3 indivíduos que terão fugido e que estariam ligados a um grupo extremista. Obviamente que não é “anarquista”, como formularam alguns média. O “Anarquismo Científico” é a antítese da tentativa de assassínio premeditada, em manada, de crianças, mulheres grávidas, mulheres, idosos e homens pacíficos. Se este homenzinho candidato a assassino julga que é “anarquista”, então é porque está redondamente equivocado! Quando muito não passa dum cobarde wokista! Entretanto, ainda segundo a média, a investigação passou a avaliar o enquadramento jurídico do caso, com debate público sobre se pode configurar crime de terrorismo, dado ter visado civis numa manifestação! No seguimento desta tentativa de ataque terrorista, houve condenações públicas e apelos à responsabilização, incluindo reacções de políticos e instituições, e a própria organização apelou a que o acto fosse tratado com a máxima gravidade. Aumentou também a discussão sobre segurança no final de manifestações e sobre o clima de radicalização e violência políticas. Estes actos incitam ao ódio, e discriminação.

Gonçalo S. de Mello Bandeira

Gonçalo S. de Mello Bandeira

27 março 2026