Com certeza que todo o crente católico sentiu, na 5ª Feira passada, a grande satisfação de ver, pela televisão, sair do chaminé do Vaticano o fumo branco anunciador de que o apóstolo S. Pedro já tinha mais um sucessor para governar a Igreja que o Senhor deixou nas suas mãos. Com que alegria se ouviu anunciar: “Habemos Papam”!
A instituição fundada por Jesus Cristo necessita de ter sempre alguém à sua frente, para suceder ao apóstolo que o Senhor determinou que dirigisse superiormente a sua Igreja. A morte recente do Papa Francisco tinha aberto uma vaga de primordial relevância na vida de toda a Igreja. Por isso, foi também com muita satisfação que vimos o Conclave demorar tão pouco tempo, já que, numa das primeira votações, os cardeais eleitores determinaram, com o seu voto, quem sucederia, na chefia da Igreja, ao apóstolo S. Pedro.
A Igreja é de carácter universal, porque o que o Senhor pediu aos seus primeiros seguidores - e, obviamente, continua a pedir a todos os fiéis e a quem a gere com autoridade eclesiástica - é que nela caibam pessoas de todo o mundo, com a certeza de que a salvação que Ele sempre desejou e pregou, não faz acepção de nacionalidades, de estratos sociais ou de cor da pele. Jesus deixou, na sua doutrinação, a ideia nítida de que a sua vinda ao nosso mundo abrangia a salvação de todo o ser humano. Por isso, a Igreja, no seguimento do que d’Ele aprendeu, não conhece barreiras para chegar a qualquer homem e, se este aceita o que ela lhe ensina, certamente que receberá o mesmo tratamento de amor misericordioso, confiado ao acréscimo da graça que Deus lhe concede, pois, como dizia S. Tomás de Aquino, a graça não destrói a natureza; pelo contrário, completa-a e aperfeiçoa-a.
Já num artigo anterior, frisei que nem todos os Conclaves foram curtos. Houve alguns bastante morosos. Felizmente, vimos como este último primou pela rapidez. Também, outro aspecto relevante, que não podemos deixar de assinalar, é a de que nos últimos quatro Conclaves, o Santo Padre que foi eleito, não é italiano, como aconteceu durante vários séculos até João Paulo I, inclusive. Recordemos, a propósito, que S. João Paulo II era polaco, Bento XVI alemão, Francisco argentino e agora, Leão XIV, norte-americano. De certo que a nacionalidade é um pormenor acidental, porque aqui ou nos nossos antípodas, aquilo que a Igreja, chefiada pelo Papa, ensina e determina, tem sempre os mesmos caracteres doutrinais.
“Habemus Papam!” Com que alegria e contentamento todos os fiéis que se guiavam pela televisão ouviram esta frase, surgindo, pouco tempo depois,o novo Bispo de Roma, que decidiu que o seu nome fosse o de Leão XIV. Tem 69 anos e nasceu em Chicago, uma cidade norte-americana bem conhecida de todo o mundo. E, se Deus assim o determinar, pode viver um longo tempo à frente da Igreja. Por isso, e como não desejar a este novo Papa que seja modelo de fidelidade a tudo aquilo que Jesus Cristo lhe for solicitando, enquanto a ele estiverem entregues as mesmas responsabilidades que o Senhor atribuiu ao apóstolo Pedro.