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Arquidiocese de Braga cria Academia S. Martinho para reforçar formação, cultura e missão

Fotografia DR

Francisco de Assis

Jornalista

Publicado em 27 de outubro de 2026, às 15:45

Instituição multifacetada vai funcionar no Espaço Vita, tendo já identificadas quatro estruturas formativas, base na dignidade da pessoa humana e na fidelidade à Tradição da Igreja

A Arquidiocese de Braga acaba de criar a Academia Arquidiocesana São Martinho de Braga, para reforçar formação, cultura e missão, procurando responder às necessidades pastorais contemporâneas e contribuir para uma presença cristã mais formada, participativa e missionária. Já com os respetivos Estatutos aprovados,  o decreto, assinado pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, a 22 de outubro de 2026, estabelece a nova Academia como pessoa jurídica canónica pública e define as bases da sua missão, organização e funcionamento.

A nota publicada no seu site oficial, a Arquidiocese de Braga especifica que, com sede no Espaço Vita – Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese de Braga, a Academia nasce com a missão de promover, no âmbito da tríplice ação pastoral da Igreja — Liturgia, Catequese e Caridade —, uma formação intelectual, humana, espiritual, pastoral e cultural de inspiração cristã.

O texto refere que os Estatutos sublinham a formação integral, estruturada e sistemática sobre os principais conteúdos da fé cristã, a corresponsabilidade e participação na vida da comunidade eclesial, a preparação para a missão evangelizadora e o desenvolvimento de linguagens artísticas e culturais adequadas ao tempo presente.

 

Academia vai formar agentes 
da pastoral litúrgica

Segundo a Arquidiocese de Braga, entre os objetivos da Academia encontra-se também a formação de agentes de pastoral litúrgica, nomeadamente acólitos, leitores, ministros da comunhão, mestres de coro, cantores, salmistas, organistas e outros instrumentistas, sacristães, zeladores e equipas de acolhimento, procurando contribuir para a qualidade e dignidade das celebrações litúrgicas.

A nova estrutura pretende ainda promover iniciativas de formação espiritual e cultural, como retiros, congressos, conferências, debates, concertos, exposições, lançamentos de livros, visitas de estudo e outras ações que favoreçam o encontro entre fé, cultura e sociedade.

De acordo com a Arquidiocese, os Estatutos apontam igualmente para uma forte dimensão de «cooperação e trabalho em rede», prevendo a articulação com os Departamentos do Conselho Pastoral Arquidiocesano, os Arciprestados, o Espaço Vita, o Seminário Maior Conciliar, os Colégios Arquidiocesanos, a Universidade Católica Portuguesa e outras instituições.

 

Quatro áreas
de formação

Na sua atividade formativa, a Academia poderá organizar-se em diferentes Escolas ou Unidades de Formação. Os Estatutos identificam, desde já, quatro estruturas: Escola de Música Litúrgica São Frutuoso; Escola de Ministérios Litúrgicos São Geraldo; Centro de Evangelização e Catequese São Bartolomeu dos Mártires; Centro Cultural Sénior.

A Academia poderá criar outras Escolas de acordo com as necessidades pastorais e formativas da Arquidiocese.

 

Dignidade da pessoa humana e fidelidade 
à tradição da Igreja

Inspirada na Sagrada Escritura, no Catecismo da Igreja Católica, no Código de Direito Canónico e no Magistério da Igreja, a Academia assume entre os seus princípios a dignidade da pessoa humana, a fidelidade à Tradição da Igreja, a vida comunitária, a corresponsabilidade eclesial, a formação permanente, a participação sinodal e missionária e o diálogo com as instituições e com a sociedade.

Os Estatutos estabelecem ainda a estrutura de governo, constituída pela Direção, Conselho Pedagógico e Conselho Fiscal, bem como as normas relativas aos docentes, alunos, regime patrimonial e financeiro e acompanhamento pela autoridade eclesiástica.

«Com a ereção canónica e a aprovação dos Estatutos, a Arquidiocese de Braga dota-se, assim, de uma estrutura destinada a reunir e articular diferentes áreas de formação, procurando responder às necessidades pastorais contemporâneas e contribuir para uma presença cristã mais formada, participativa e missionária», conclui a Arquidiocese de Braga.